Desde o início de fevereiro, o Ministério da Saúde realizou quase 800 atendimentos no Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Yanomami, vacinando 106 indígenas e aplicando 235 doses para bloquear a transmissão de coqueluche. A ação faz parte de uma força-tarefa com mais equipes de saúde, especialistas do Programa de Treinamento em Epidemiologia Aplicada aos Serviços do SUS (EpiSUS) e da Força Nacional do SUS (FN-SUS).
O plano de contingência inclui ampliação de vigilância epidemiológica, busca ativa de casos, investigação, confirmação diagnóstica, coleta de material para análise, intensificação da vacinação e bloqueio por tratamento e quimioprofilaxia, visando interromper as cadeias de transmissão e proteger grupos vulneráveis, especialmente menores de 1 ano. Até o momento, foram confirmados 12 casos de coqueluche, com três óbitos. Desses, quatro pacientes já receberam alta e estão curados. Todos os suspeitos e contatos próximos estão em tratamento e acompanhamento por profissionais de saúde.
A coqueluche é controlada por ações focadas em contatos próximos, com tratamento oportuno, quimioprofilaxia e vacinação, em vez de bloqueios geográficos generalizados.
Desde a declaração de emergência para reverter o abandono no Território Yanomami, a vacinação cresceu significativamente. Entre 2022 e 2025, a cobertura do Esquema Vacinal Completo (EVC) para crianças menores de 1 ano dobrou, de 29,8% para 57,8%. Para menores de 5 anos, aumentou 39%, de 52,9% para 73,5%.
A quimioprofilaxia é central no controle de surtos, utilizando antibióticos para interromper a transmissão em contatos de casos suspeitos ou confirmados, especialmente em bebês e grupos de risco.
Desde 2023, foram contratados mais 1.165 profissionais para o DSEI Yanomami, elevando o total para 1.855, um aumento de 169% em relação aos 690 iniciais.