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Saúde

Ministério da Saúde amplia em 42% detecção de hanseníase no SUS

A gestão fortaleceu a vigilância ativa com testes rápidos e exames avançados, elevando a taxa de detecção para 10,41 casos por 100 mil habitantes em 2024.

Redação Jornal de Brasília

03/02/2026 19h28

sus

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A atual gestão do Ministério da Saúde registrou um aumento de 42% na proporção de casos novos de hanseníase identificados por exame de contatos, passando de 9,6% em 2022 para 13,3% em 2024. Esse avanço resulta da ampliação da testagem e do reforço das ações de vigilância ativa no Sistema Único de Saúde (SUS).

Entre as principais ações, destaca-se a oferta de testes rápidos no SUS iniciada em 2023, com a distribuição de mais de 307 mil unidades para avaliação de contatos. Em 2024, foi implantado o exame PCR nos Laboratórios Centrais de Saúde Pública (LACEN), com habilitação de todos os estados e entrega de 2,8 mil kits para atender 1,4 mil pessoas inicialmente. Além disso, o teste LPA para identificação de resistência antimicrobiana foi introduzido em 11 LACENs, com expansão para Minas Gerais em 2025 e previsão de inclusão de pelo menos mais quatro estados neste ano.

Os indicadores de hanseníase mostram recuperação pós-pandemia de Covid-19. A taxa de detecção, que caiu de 13,23 em 2019 para 8,49 em 2020, alcançou 10,41 em 2024. Apesar disso, o percentual de grau 2 de incapacidade física permaneceu em 11,5%, similar ao de 2022, devido ao atraso diagnóstico acumulado durante a pandemia.

O acesso à assistência e tratamento também avançou: os atendimentos relacionados à hanseníase cresceram 38%, de cerca de 140 mil em 2022 para mais de 194 mil em 2024. As ações de prevenção de incapacidades físicas registraram mais de 16 mil atendimentos em 2024, contra 12,5 mil em 2022. O número de pacientes em tratamento subiu de 22,3 mil para 27,4 mil no mesmo período, refletindo o fortalecimento da Atenção Primária à Saúde.

Em 2025, o Ministério distribuiu 3,4 milhões de medicamentos, incluindo mais de 390 mil esquemas de poliquimioterapia (PQT). O Brasil registrou 20,6 mil casos novos em 2024, com redução de 3,86% nos casos em menores de 15 anos, de 958 em 2023 para 921 em 2024. Dados parciais de 2025 indicam 676 casos nessa faixa etária.

O enfrentamento da hanseníase é conduzido pelo Ministério da Saúde em parceria com estados e municípios, por meio de vigilância epidemiológica, diagnóstico precoce, tratamento oportuno e interrupção da transmissão. A Estratégia Nacional para Enfrentamento à Hanseníase 2024–2030, alinhada à Estratégia Global da OMS, visa alcançar 87,5% dos municípios sem casos novos autóctones em menores de 15 anos por cinco anos consecutivos. Nesse indicador, o percentual subiu de 73,1% em 2019 para 80,6% em 2024.

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