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Saúde

Ministério da Saúde abre consulta para novo teste de aspergilose no SUS

Exame imunoenzimático visa detectar infecção fúngica grave com maior rapidez em pacientes imunocomprometidos.

Redação Jornal de Brasília

15/01/2026 17h37

teste de aspergilose

Foto: Reprodução

O Ministério da Saúde iniciou uma consulta pública para incorporar ao Sistema Único de Saúde (SUS) um novo exame imunoenzimático capaz de detectar rapidamente a aspergilose invasiva, uma infecção fúngica grave que afeta principalmente pessoas imunocomprometidas.

A consulta, promovida pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), ficará aberta até 2 de fevereiro de 2026. O teste busca identificar a presença do fungo Aspergillus no organismo, permitindo um diagnóstico mais ágil e preciso em comparação ao exame de cultura atualmente utilizado no SUS.

O exame de cultura pode demorar dias para resultar e frequentemente gera falsos negativos, além de exigir coletas mais invasivas, o que é arriscado para pacientes debilitados. Já o novo método é minimamente invasivo, facilita o início precoce do tratamento e evita o uso desnecessário de medicamentos que podem causar efeitos colaterais e resistência.

A aspergilose invasiva ocorre quando o fungo Aspergillus invade as vias aéreas e atinge órgãos como pulmões e cérebro, apresentando alta taxa de mortalidade, especialmente em indivíduos submetidos a transplantes ou em tratamento de cânceres hematológicos.

Fernanda Dockhorn, coordenadora-geral de Vigilância da Tuberculose, Micoses Endêmicas e Micobactérias Não Tuberculosas do Ministério da Saúde, destacou a importância da tecnologia: “Nosso objetivo com a oferta deste teste é garantir um diagnóstico precoce e seguro. Ao identificar o fungo rapidamente, podemos iniciar o tratamento correto de imediato, salvando vidas e evitando gastos com medicamentos que não seriam eficazes para aquele caso específico”.

A Conitec emitiu parecer inicial favorável à incorporação do teste, elogiando sua facilidade de uso em hospitais, custo adequado e maior efetividade.

*Com informações do Govenro Federal/Ministério da Saúde

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