Nesta sexta-feira (27), cerca de mil novos médicos e profissionais de saúde aprovados em processo seletivo foram recepcionados em um evento de acolhimento integrado na Escola de Saúde Pública do Distrito Federal (ESP-DF). Com o tema “Acolher para cuidar”, a solenidade ocorreu no auditório Planalto, no Ulysses Centro de Convenções, e reuniu aprovados em residências médicas e multiprofissionais.
Os novos residentes, distribuídos pelas unidades de saúde da rede pública do DF, atuarão acompanhados por preceptores e tutores, especializando-se em programas considerados referência nacional. Autoridades enfatizaram a relevância do Sistema Único de Saúde (SUS) para o desenvolvimento de habilidades profissionais e o fortalecimento da saúde pública.
A vice-governadora Celina Leão descreveu o evento como a maior contratação de residentes no DF e pediu atenção aos mais necessitados: “Vocês, que vão cuidar da população, tenham um olhar sempre atento e cuidem das pessoas que mais precisam”. O secretário de Saúde, Juracy Lacerda, saudou os participantes e familiares, lembrando o juramento profissional e o esforço de 60 horas semanais: “Não desanimem diante do cansaço”.
A diretora-executiva da Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs), Inocência Rocha, destacou que os residentes representam uma melhora no atendimento à população com cuidado, eficiência e qualidade. Representantes do Ministério da Saúde, da Comissão de Residência Médica (Coreme) e da Comissão de Residência Multiprofissional (Coremu) também participaram da mesa de abertura.
A coordenadora da pós-graduação lato sensu e extensão, Vanessa Guimarães Campos, parabenizou os aprovados, os melhores entre dez mil candidatos, e agradeceu o investimento governamental de R$ 164 milhões anuais em bolsas para residências.
Durante a solenidade, foram feitas homenagens a destaques, como o residente Lucas Moura de Oliveira, pela nota mais alta em anestesiologia, e Layane dos Santos Silva, em vigilância em saúde e epidemiologia. Felipe Proenço, do Ministério da Saúde, e Dalila Matilde Rezende, vice-coordenadora da Coremu, também foram reconhecidos por suas contribuições.
Historicamente, as residências médicas no DF evoluíram de 110 vagas anuais nos anos 1980 para 554 em 2024, com 120 programas, incluindo inéditos em neurologia, cardiologia e ecocardiografia em rede. As residências multiprofissionais, iniciadas em 1992, oferecem 434 vagas em 21 programas e 15 categorias, com novidade em análises clínicas para este ano.
*Com informações da Fepecs