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Medicina do estilo de vida atrai cada vez mais especialistas, segundo Harvard

Entre elas, a nutrição, o sono, a atividade física, o controle do consumo de substâncias tóxicas, relacionamentos saudáveis e manejo do estresse

Foto: Agência Brasil

Você já ouviu falar em Lifestyle Medicine ou Medicina do Estilo de Vida? O método é ensinado há quase duas décadas em grandes instituições, como Harvard, nos Estados Unidos e chegou há dois anos no Brasil, aproximadamente, e tem atraído cada vez mais médicos.

A prática é baseada em seis pilares fundamentais, segundo a especialista em medicina do Estilo de Vida, Dra Priscilla Proença. Entre elas, a nutrição, o sono, a atividade física, o controle do consumo de substâncias tóxicas, relacionamentos saudáveis e manejo do estresse.

Com a pandemia, houve uma procura maior por uma vida mais saudável. O aumento de casos de doenças psíquicas e o sedentarismo fizeram o brasileiro repensar sua relação com a saúde. “A melhor solução, atualmente, para quem sofreu maior impacto durante a crise, é praticar a medicina do estilo de vida e adaptar-se aos hábitos que ela proporciona a cada paciente”, explica Dra Priscilla.

Comer e dormir bem, se exercitar, ter bons relacionamentos, evitar o consumo excessivo de álcool e tabaco, tudo isso é importante para um bom desenvolvimento e também para alcançar uma vida saudável com mais facilidade. “A partir do momento que esse cuidado se torna prioridade, acaba que a população corre menos risco em desenvolver doenças como diabetes, hipertensão, câncer, infarto e até mesmo AVC”, alerta Proença.

Ainda segundo a especialista, a MEV é uma área de atuação médica que visa reduzir doenças e mortes relacionadas ao estilo de vida. “Pesquisas científicas indicam que os comportamentos modificáveis – especialmente a inatividade física e a alimentação não saudável – são os principais causadores de mortes, doenças e custos de saúde no mundo”, afirma.

Reconhecimento da MEV no Brasil
No Brasil, já é possível encontrar instituições que preparam os profissionais para capacitar os médicos para a prática da Medicina do Estilo de Vida. Uma das alternativas tem sido o Albert Einstein, que oferece curso de extensão na área e também existem ligas e associações como Associação Brasileira de Medicina do Estilo Vida. “Apesar de encontrar essa formação, esse é só o começo de uma longa jornada. Pois além da educação, é preciso colocar em prática e disseminar a cultura de um estilo de vida saudável”, finaliza Dra Priscilla.

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