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Saúde

Máscara Vesta da UnB inativa vírus respiratórios com nanotecnologia

Aprovada pela Anvisa, a tecnologia usa quitosana para degradar patógenos e está pronta para produção em escala, ampliando a proteção contra doenças respiratórias.

Redação Jornal de Brasília

03/05/2026 9h13

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Além de atuar como barreira mecânica, a máscara Vesta incorpora uma nanotecnologia à base de quitosana que age sobre o vírus degradando sua membrana | Foto: Anastácia Vaz/UnB

Diante do aumento de casos de doenças respiratórias e novas variantes virais, pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB), com apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), desenvolveram a máscara Vesta, uma inovação que vai além da barreira física tradicional.

A tecnologia incorpora nanotecnologia à base de quitosana, substância extraída da carapaça de crustáceos como caranguejo, camarão e lagosta. Essa barreira, inserida entre as quatro camadas de tecido TNT, envolve e degrada a membrana de vírus, bactérias e fungos, promovendo sua inativação e impedindo a passagem de micro-organismos.

Aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no modelo PFF2, a máscara apresenta propriedades virucidas, bactericidas e fungicidas, com potencial de ação contra diversos vírus respiratórios, incluindo o coronavírus, gripe e outras síndromes sazonais.

O projeto teve início em 2021, durante a pandemia de covid-19, sob coordenação da professora Suélia de Siqueira Rodrigues Fleury Rosa, da UnB, com participação de pesquisadoras como Graziella Anselmo Joanitti e Kelly Grace Magalhães. Em 2023, alcançou a fase final de ensaios clínicos, coordenados pelo professor Rodrigo Luiz Carregaro, comprovando eficácia e segurança.

Atualmente, a tecnologia está em estágio avançado de maturidade (TRL 7 a 8), pronta para validação em ambiente real e produção em escala. O desenvolvimento foi viabilizado por investimentos de R$ 76.825 do convênio Transparência Covid (2020), em parceria com a Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec) e a FAPDF, além de R$ 1 milhão do edital Demanda Induzida (2021).

Essa iniciativa fortalece a inovação científica no Distrito Federal, gerando soluções com impacto direto na saúde pública.

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