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Saúde

Laboratório do Hospital da Criança de Brasília garante precisão em exames pediátricos

O laboratório realiza mais de 560 mil exames anuais, integrando processos eficientes e humanizados para o tratamento de crianças com doenças complexas e raras.

Redação Jornal de Brasília

15/05/2026 14h44

aboratório de Análises Clínicas do HCB

Foto: Divulgação/HCB

O Laboratório de Análises Clínicas (LAC) do Hospital da Criança de Brasília (HCB), unidade da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, é essencial para o suporte diagnóstico em casos pediátricos complexos. Com uma produção anual superior a 560 mil exames, o LAC atende crianças e adolescentes com condições oncológicas, renais, cardiovasculares, hepáticas e genéticas raras, unindo assistência e pesquisa científica.

A estrutura do laboratório prioriza a eficiência, reduzindo o tempo entre a coleta de amostras e as decisões clínicas. De acordo com Joana Paula Pereira da Silva, gerente de Apoio ao Diagnóstico Terapêutico, os fluxos integrados minimizam a dependência de serviços externos e alimentam resultados diretamente no prontuário eletrônico, permitindo acesso 24 horas por dia à equipe multidisciplinar. Essa integração otimiza tratamentos individualizados e custos, especialmente em casos críticos.

Em áreas sensíveis como oncologia, o monitoramento de marcadores tumorais e toxicidade de quimioterapia é rigoroso. Na nefrologia e cardiologia, o controle de eletrólitos e biomarcadores em tempo real ajusta dosagens de medicamentos, prevenindo complicações. A gerente destaca que essa capacidade detecta desvios nos exames antes dos sintomas clínicos.

A humanização é um pilar fundamental. Protocolos incluem agulhas de menor calibre e parametrização para microamostras em recém-nascidos. A equipe, treinada em técnicas de engajamento com brinquedos terapêuticos, minimiza o trauma nas coletas. Joana Paula enfatiza o compromisso com o bem-estar físico, emocional e familiar, transformando desafios crônicos em rotinas gerenciáveis.

Um exemplo é Heitor Cristiano Silvano, de 7 anos, em tratamento para hipospadia. Acostumado aos procedimentos, ele prefere o cateter ‘borboletinha’, que considera menos doloroso. Sua mãe, Rafaela de Oliveira, relata que a explicação dos processos facilitou a adaptação, tornando as coletas mais tranquilas.

A eficiência é sustentada por tecnologia e protocolos de qualidade, com certificação ONA 3 – inédita em unidades pediátricas públicas da região Centro-Oeste. Manuel de Paiva, supervisor do LAC, informa que 98% dos exames de urgência são entregues em até duas horas, com precisão diagnóstica de 98%. Controles internos e externos validam os resultados.

A fase pré-analítica, responsável por 70% dos erros laboratoriais, recebe atenção especial com treinamentos e tecnologia. Adimara Kely Souza, técnica de laboratório há sete anos, ressalta a importância de observar sinais como palidez para coletas prioritárias, fomentando o protagonismo das famílias.

A integração com o corpo clínico, incluindo discussões de casos e monitorização em tempo real para pacientes em terapia intensiva ou pós-transplante, humaniza os dados, tornando-os ferramentas ativas no cuidado.

*Com informações da Agência Brasília

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