O Laboratório de Entomologia Médica (LEM), vinculado à Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), tem como objetivo estudar animais que representam risco à saúde humana. Integrante da Diretoria de Vigilância Ambiental em Saúde (Dival), a unidade contribui para a identificação, prevenção e controle de fatores ambientais que afetam a população.
A equipe, composta por biólogos e técnicos em laboratório, realiza diariamente análises de amostras de insetos e animais peçonhentos. Entre os vetores estudados estão os barbeiros, transmissores do parasita Trypanosoma cruzi, causador da doença de Chagas, e o Aedes aegypti, responsável por doenças como dengue, zika, chikungunya e febre amarela.
“Aqui, participamos da coleta de amostras; fazemos análises laboratoriais e dos dados; prescrevemos recomendações e, muitas vezes, nós mesmos realizamos as intervenções necessárias”, explica a bióloga do LEM, Kenia Cristina.
Para identificar focos, o laboratório utiliza ferramentas como ovitrampas e geoprocessamento. Além disso, recomenda ações como a aplicação de larvicidas e inseticidas para monitoramento e combate aos vetores.
Os Agentes de Vigilância Ambiental em Saúde (Avas) são essenciais nessa rede, atuando na coleta de material biológico em campo. A população também participa ativamente, entregando espécimes à sede da Dival, no Noroeste, ou a um dos 15 Núcleos de Vigilância Ambiental distribuídos pelo Distrito Federal.
“Tudo o que chega aqui, consideramos importante. É um sinal de que as pessoas estão mobilizadas, atentas e cuidando de suas casas, de suas famílias”, destaca a bióloga Vilma Feitosa.
A Vigilância em Saúde no DF foca na prevenção, promoção e eliminação de riscos à saúde, detectando mudanças nos fatores ambientais que interferem na população e recomendando medidas de controle preventivas.