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Saúde

Indígenas Xavante e Xingu recebem atendimento para exames precoces de câncer em carreta no DF

Programa federal ofereceu mamografias, ultrassonografias e biópsias a 17 mulheres indígenas com acolhimento cultural adaptado.

Redação Jornal de Brasília

12/02/2026 11h24

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Foto: Ministério da Saúde/MS

Dezessete mulheres indígenas dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI) Xavante e Xingu, do Mato Grosso, foram atendidas na quarta-feira (11) pelo programa Agora Tem Especialistas, em uma carreta de saúde da mulher posicionada em Taguatinga, no Distrito Federal.

Os procedimentos incluíram ultrassonografias de mamas, mamografias, biópsias mamárias e exames anatomopatológicos do colo do útero, essenciais para o diagnóstico precoce de câncer de mama e colo do útero. O atendimento foi adaptado à realidade cultural das pacientes, com o apoio de uma tradutora, já que a maioria não fala português, garantindo respeito às especificidades indígenas.

Após os exames, as mulheres realizaram uma dança tradicional em agradecimento. “Hoje foi um dia especial para essas mulheres. Foi um momento de emoção e reconhecimento, que demonstrou a importância dessa ação”, destacou Nilton Pereira Júnior, diretor de Programa da Secretaria Executiva do Ministério da Saúde.

A indígena Xavante Evalina Pewewawe, de 42 anos, expressou satisfação: “Fiquei muito feliz por ter tido a oportunidade de cuidar da minha saúde junto ao meu povo e por ter sido tão bem acolhida aqui na carreta. Foi importante para mim conseguir fazer os exames e receber o atendimento de forma mais tranquila, sem precisar esperar tanto”, disse, com apoio da tradutora.

As pacientes, hospedadas na Casa de Saúde Indígena de Brasília (Casai), tiveram os procedimentos agendados pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal, devido à proximidade geográfica. O Brasil conta com 70 Casas de Saúde Indígena, localizadas em centros urbanos próximos aos territórios indígenas, com exceções para Brasília e São Paulo, que atendem pacientes de todo o país.

A carreta, posicionada no estacionamento interno do Hospital Regional de Taguatinga, já superou 2,5 mil atendimentos no Distrito Federal. O programa exige encaminhamento pelo gestor local e agendamento, com equipe multiprofissional incluindo médico, técnico de enfermagem e enfermeiro. As unidades móveis passaram por 100 regiões de saúde no país, zerando filas para mamografia diagnóstica em locais como Ceilândia e Taguatinga, e oferecem serviços em saúde da mulher, oftalmologia e exames de imagem.

Iniciativas como essa integram esforços do Ministério da Saúde para ampliar a assistência à saúde indígena via SUS. A secretária adjunta de Saúde Indígena, Lucinha Tremembé, enfatizou: “Com mais exames, consultas ginecológicas e mamografias, o programa dá mais agilidade e continuidade ao tratamento.”

Além das carretas, mutirões de cirurgias realizados no ano passado somaram mais de 21 mil atendimentos nos DSEIs Alto Rio Solimões, Médio Rio Solimões e Afluentes, Vale do Javari, Xavante e na Casai Yanomami, abrangendo especialidades como cardiologia, ginecologia e oftalmologia. Neste ano, o primeiro mutirão de cirurgias oftalmológicas em território indígena começou no DSEI Médio Rio Solimões e Afluentes, com procedimentos como cirurgias de catarata até 22 de fevereiro. Novas etapas estão previstas para os DSEIs Xavante e Médio Rio Solimões, além de um projeto de capacitação para profissionais em expedições futuras.

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