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Saúde

Hospital Regional do Gama implanta exame Peate para audição de recém-nascidos

O teste, complementar ao da orelhinha, é realizado na internação, facilitando a detecção precoce de deficiências auditivas.

Redação Jornal de Brasília

26/02/2026 9h09

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O Peate é um exame complementar ao teste da orelhinha e faz parte da triagem neonatal. Ele é indicado para recém-nascidos que apresentam indicadores de risco para perda auditiva | Fotos: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF

Referência em partos no Distrito Federal, a maternidade do Hospital Regional do Gama (HRG) ampliou sua assistência aos recém-nascidos com a implantação do exame Potencial Evocado Auditivo do Tronco Encefálico (Peate), conhecido como Bera.

Desde o início de fevereiro, o Peate é realizado durante a internação hospitalar, antes da alta, com resultados e laudos entregues no mesmo dia para bebês com indicadores de risco para deficiência auditiva.

A coordenadora de fonoaudiologia da maternidade, Maria Paula Toledo, destaca que o HRG realiza mais de 300 partos por mês e, anteriormente, limitava-se ao teste da orelhinha. Agora, o Peate, mais detalhado, integra a triagem neonatal, que inclui testes do olhinho, da linguinha, do coraçãozinho e do pezinho.

A fonoaudióloga Priscila Oliveira explica que o exame é complementar ao da orelhinha. Em caso de falha no teste inicial, segue-se o reteste com o Peate. O procedimento requer o bebê calmo, preferencialmente dormindo, com eletrodos na testa, bochechas e nuca, e um dispositivo similar a fones de ouvido nas orelhas. O equipamento emite sons e registra respostas elétricas do nervo auditivo.

Antes, bebês eram encaminhados para outras unidades após a alta, resultando em altas taxas de faltas devido a dificuldades de deslocamento. Agora, o processo é mais ágil. Se houver falha persistente, o recém-nascido é regulado para o serviço de saúde auditiva via Secretaria de Saúde.

Um exemplo é Maria Hellena Silva, de 4 dias, que realizou o exame por risco identificado. Sua mãe, Tatiara dos Santos, 31 anos, expressou alívio por poder fazer tudo na maternidade, aumentando a segurança.

Kássia Araújo, chefe do Núcleo de Saúde Funcional do HRG, enfatiza que a audição é essencial para o desenvolvimento da linguagem e comunicação. A detecção precoce permite intervenções oportunas, garantindo suporte antes da alfabetização, conforme fluxo da Secretaria de Saúde.

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