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Saúde

Hospital Regional de Ceilândia conclui mutirão de DIU no Dia da Mulher

Projeto atendeu 227 mulheres desde novembro, com foco no planejamento familiar e empoderamento feminino

Redação Jornal de Brasília

09/03/2026 15h14

Foto: Geovana Albuquerque/Agência Saúde

Foto: Geovana Albuquerque/Agência Saúde

No mês do Dia Internacional da Mulher, o Hospital Regional de Ceilândia (HRC), no Distrito Federal, realizou a última ação de um mutirão de implantação do dispositivo intrauterino (DIU) para pacientes e servidoras. A iniciativa, promovida pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), atendeu ao todo 227 mulheres desde novembro do ano passado, sendo 145 moradoras de Ceilândia e Sol Nascente.

O projeto incluiu não apenas a aplicação do DIU de cobre, mas também um componente educacional. Até o momento, 16 enfermeiras da Região de Saúde Oeste foram habilitadas na inserção e retirada do dispositivo, com certificação pela Associação Brasileira de Obstetrizes e Enfermeiros Obstetras do Distrito Federal (Abenfo-DF). Acadêmicas de enfermagem da Universidade de Brasília (UnB) participaram, realizando horas complementares no acolhimento das mulheres e na organização das agendas.

A enfermeira obstetra Raquel Diógenes, coordenadora e idealizadora do projeto, destacou que a ação visa promover a autonomia feminina na decisão sobre gravidez. “Essa é uma ação de empoderamento feminino e nosso interesse é que a mulher realmente possa planejar quando e como ela quer ter essa gravidez”, afirmou. Ela observou que muitas gestações não planejadas e não desejadas foram notadas, e que o acesso a métodos contraceptivos como o DIU é um direito reprodutivo fundamental, contribuindo para a redução de gestações indesejadas e da mortalidade materna.

A enfermeira supervisora Suely de Jesus Cotrim reforçou o compromisso do HRC com a educação permanente e a promoção da saúde da mulher. “A ação reforça nosso compromisso com a promoção da saúde da mulher e com a valorização das profissionais que atuam diariamente no cuidado da população”, disse.

Pacientes beneficiadas compartilharam experiências positivas. A estudante de enfermagem Nayane Stoffel, mãe de duas crianças, relatou que sua segunda gravidez foi não planejada, descoberta em exame de rotina. Já Aline Fernandes, desempregada e também mãe de duas, elogiou a organização da equipe, o acompanhamento pós-procedimento e a palestra sobre o DIU, que dura até 12 anos. “Essa ação da secretaria ajuda muito no planejamento familiar e financeiro da pessoa. A gente vê que o SUS funciona”, enfatizou.

Servidoras do HRC também foram atendidas, como a enfermeira Nathália Faris, que valorizou a iniciativa por fortalecer a identidade profissional e melhorar o desempenho no trabalho.

*Com informações da SES-DF.

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