Quem passou pelo ambulatório do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) na manhã desta quinta-feira (12) encontrou um cenário diferente do habitual. Em alusão ao Dia Mundial do Rim, a equipe de nefrologia da unidade promoveu uma ação de conscientização voltada a pacientes e acompanhantes sobre a importância de cuidar da saúde dos rins.
Durante a atividade, os participantes receberam orientações sobre doenças renais crônicas e os principais tipos de terapia renal substitutiva, como hemodiálise, diálise peritoneal e transplante renal. Eles também puderam aferir a pressão arterial e realizar testes de glicemia, exames simples que ajudam a identificar fatores de risco para a doença.
A iniciativa contou com música e distribuição de frutas e água mineral, criando um espaço de acolhimento enquanto as equipes conversavam com o público sobre hábitos de prevenção e acompanhamento da saúde.
De acordo com o chefe do serviço de Nefrologia do hospital, Thiago Hayashida, pressão alta e diabetes estão entre as principais causas de doença renal crônica no mundo. “Quando não controladas ao longo do tempo, essas condições podem provocar lesões progressivas nos rins e levar à perda da função renal”, explica.
O especialista alerta que a doença costuma evoluir de forma silenciosa, o que torna o acompanhamento médico fundamental. “Muitas vezes o paciente não apresenta sintomas nas fases iniciais. Por isso é importante medir regularmente a pressão arterial, acompanhar a glicemia e realizar exames simples de sangue, como a creatinina, além da análise de urina”, orienta.
Entre os participantes estava Pasmende Sousa Silva, de 43 anos. Ele descobriu a doença renal após sentir fortes dores durante o trabalho e, após 11 meses de hemodiálise, realizou um transplante de rim em 2011. “Meus rins foram piorando aos poucos. Se eu tivesse feito esses exames antes, talvez tivesse conseguido buscar tratamento mais cedo”, relata.
Cerca de 8,4% da população brasileira — o equivalente a aproximadamente 18 milhões de pessoas — convivem com algum estágio de doença renal crônica, segundo a Sociedade Internacional de Nefrologia.
Nos estágios mais avançados, quando os rins deixam de realizar adequadamente a filtração do sangue, o paciente pode precisar iniciar tratamento por diálise ou ser indicado para transplante renal.
Entre os principais fatores de risco para a doença estão o descontrole da pressão arterial, diabetes, obesidade, tabagismo, doenças cardiovasculares, uso indiscriminado de medicamentos — especialmente anti-inflamatórios — e histórico familiar de doença renal.
A recomendação dos especialistas é manter acompanhamento regular com médico assistente ou procurar uma unidade básica de saúde (UBS) para realizar exames periódicos, como aferição da pressão arterial, teste de glicemia e avaliação da creatinina, indicador importante da função dos rins.
Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF).
Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)