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Saúde

Hospital de Base lança campanha ‘Adorno Zero’ contra infecções

Iniciativa proíbe uso de acessórios no centro cirúrgico para reduzir riscos de contaminação e acidentes, com extensão prevista para outras unidades do IgesDF.

Redação Jornal de Brasília

19/02/2026 17h33

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

O Centro Cirúrgico do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), iniciou a campanha de conscientização ‘Adorno Zero’. A medida, já em vigor na unidade, visa reforçar a proibição do uso de acessórios durante o trabalho para reduzir o risco de infecções e fortalecer a segurança do paciente.

“O adorno zero não é uma novidade. Já é uma regra do hospital. A campanha vem justamente para reforçar essa cultura e garantir que ela esteja cada vez mais consolidada entre as equipes”, explica o gerente de Serviços Cirúrgicos do HBDF, Danillo Almeida.

Adornos podem transportar germes, vírus e bactérias de ambientes externos para o hospital, aumentando o risco de contaminação, especialmente em áreas com pacientes vulneráveis, como os internados, em recuperação ou submetidos a procedimentos cirúrgicos. Mesmo com lavagem adequada das mãos, esses itens dificultam a limpeza completa e podem contribuir para infecções adquiridas durante o atendimento. Além disso, os micro-organismos podem ser levados para fora da unidade, afetando o convívio familiar dos colaboradores.

Outro risco destacado é o de acidentes, pois adornos podem se enroscar em equipamentos médicos ou objetos usados em procedimentos. O momento é estratégico, com a chegada de novos profissionais. “Somos um hospital-escola e, em breve, receberemos novos residentes. A ideia é que eles já entrem no centro cirúrgico com essa consciência, entendendo que segurança do paciente começa nos detalhes”, destaca Almeida.

São considerados adornos acessórios como enfeites, incluindo anéis, alianças, pulseiras, relógios, colares, correntes, brincos, broches, piercings expostos e gravatas. A única exceção é o uso de óculos de grau, essenciais para a visão, que devem ser higienizados regularmente e sem cordões ou correntes. O uso correto da máscara é obrigatório, sendo o único item permitido no rosto, cobrindo nariz, boca e queixo.

O cumprimento das orientações faz parte da responsabilidade profissional e das boas práticas assistenciais. Mais informações estão na Política de Adorno Zero, documento interno do Hospital de Base.

Para o diretor de Atenção à Saúde do IgesDF (Diase), Edson Gonçalves, a iniciativa reforça um padrão essencial de qualidade e segurança para toda a rede. “A segurança do paciente é um compromisso institucional e precisa estar presente em cada etapa do cuidado, desde as atitudes mais simples da rotina. A campanha Adorno Zero reforça exatamente isso: padronização, prevenção e responsabilidade. Por isso, nossa meta é estender essa conscientização para todas as unidades do IgesDF, garantindo que a orientação seja seguida de forma uniforme por todas as equipes”, afirma.

Com informações do IgesDF

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