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Saúde

Hipertensão afeta 30% dos brasileiros e eleva riscos de infarto e AVC

No Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão, especialistas destacam a importância do monitoramento regular para combater a doença silenciosa

Redação Jornal de Brasília

26/04/2026 9h43

No Dia Mundial da Hipertensão, médica alerta para riscos da doença

Neste domingo (26), é celebrado o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial. A estimativa é de que cerca de 30% da população brasileira convive com a hipertensão arterial, de acordo com dados do Ministério da Saúde, e metade dos pacientes não tenha conhecimento do diagnóstico.

Jermino Alves Pinheiro descobriu que era hipertenso aos 50 anos, durante uma consulta de rotina, sem apresentar sintomas. Hoje, aos 70 anos, ele faz acompanhamento no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), após uma cirurgia de ponte de safena. “Todos na minha família têm esse problema, então não fiquei surpreso. Mas eu não senti nenhum desconforto ou sinal diferente”, relata.

A condição faz com que o coração trabalhe mais do que o normal para bombear o sangue pelo organismo. Entre as principais consequências estão o aumento do risco de acidente vascular cerebral (AVC), infarto, aneurisma arterial, além de insuficiências renal e cardíaca.

O cardiologista do HBDF, unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), Lucas Cronemberger, explica que não há uma causa única para o desenvolvimento da hipertensão. Fatores como predisposição genética, obesidade, estresse, consumo excessivo de álcool, tabagismo, ingestão elevada de sal e sedentarismo contribuem para o surgimento da doença.

“O maior risco da hipertensão é que, na maioria dos casos, ela não apresenta sintomas. Um erro comum é acreditar que a pressão arterial só está elevada quando há dor de cabeça ou mal-estar. Trata-se de um inimigo silencioso. Sem aferição regular, muitas pessoas não sabem que têm a doença”, destaca o médico.

A recomendação é que adultos verifiquem a pressão arterial ao menos uma vez por ano. “Os problemas da hipertensão são causados por anos de negligência sem o consumo de remédios específicos, não é algo que aconteça de um dia pro outro”, explica o cardiologista. O médico reforça a importância do monitoramento contínuo, alertando para não esperar o aparecimento de sintomas.

Qualquer cidadão pode procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) próxima de casa ou do trabalho para aferir a pressão arterial, geralmente sem necessidade de agendamento. O serviço está disponível em todas as UBSs, que funcionam como porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS). A orientação é aproveitar a visita para realizar o cadastro na unidade e, se necessário, iniciar o acompanhamento para hipertensão.

O controle da pressão está diretamente relacionado ao estilo de vida. Entre as principais orientações estão mudanças como redução do consumo de sal, prática de exercícios físicos e abandono de hábitos nocivos.

Com informações da Agência Brasília

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