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Hapvida converte dívidas em 3,7 mil procedimentos gratuitos ao SUS no RJ

A operadora de saúde assina contratos com o Ministério da Saúde para oferecer cirurgias e atendimentos especializados em hospitais privados, desafogando a rede pública.

Késia Alves

16/01/2026 9h31

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Pacientes do SUS no estado do Rio de Janeiro agora contam com mais de 3,7 mil cirurgias e ofertas de cuidados integrados (OCIs) por ano em hospitais privados da rede Hapvida. A iniciativa resulta da assinatura de contratos entre o ministro da Saúde em exercício, Adriano Massuda, e a operadora, nesta sexta-feira (16), que convertem R$ 4,8 milhões em dívidas de ressarcimento ao SUS em atendimentos gratuitos.

O programa federal Agora Tem Especialistas viabiliza essa parceria inovadora, mobilizando o setor privado para reforçar a rede pública. Quatro unidades da Hapvida, localizadas em Niterói, Rio de Janeiro e Duque de Caxias, abrirão suas portas para procedimentos ginecológicos, cardiológicos e oncológicos, sem custo para a população. Por mês, cerca de 315 atendimentos serão realizados, totalizando quase R$ 365 mil em conversão de dívidas.

A Secretaria Estadual de Saúde do Rio encaminhará pacientes para o Hospital do Coração Duque de Caxias, Hospital Notrecare Rio e Hospital Santa Martha, onde serão feitas 600 cirurgias cardíacas e ortopédicas, como angioplastias e reparos de menisco. Já a Secretaria Municipal de Niterói direcionará casos para a Clínica de Niterói e Hospital Santa Martha, oferecendo mais de R$ 38 mil mensais em OCIs, incluindo ortopedia, saúde da mulher e avaliações de risco cirúrgico, com 3.180 procedimentos ambulatoriais previstos.

Adriano Massuda destacou a importância da mobilização do setor privado: ‘O programa trouxe inovações para o SUS, desafogando a demanda reprimida nos estados e municípios’. A Hapvida já atuava no programa desde o ano passado, com exames e cirurgias em Recife (PE).

Outros grandes grupos aderiram à iniciativa. A Rede D’Or reforça atendimentos no Glória D’Or e Niterói D’Or, com 100 cirurgias cardiológicas anuais no valor de R$ 3,6 milhões, incluindo revascularizações do miocárdio. O Grupo Athena atende cirurgias como colecistectomias e hernioplastias em unidades na Bahia, Maranhão e Piauí. Até o momento, 187 propostas foram aprovadas, elevando o total de serviços para R$ 150 milhões em 2025, com perspectiva de R$ 200 milhões em janeiro deste ano.

O programa também inclui serviços móveis. Em Niterói e Mesquita (RJ), uma carreta de saúde oferece exames de imagem como tomografias. Ao todo, 41 unidades móveis operam em todos os estados e no DF, com 33 focadas em saúde da mulher, cinco em exames de imagem e três oftalmológicas. Elas zeraram filas em oito municípios e realizaram mais de 1,2 mil cirurgias de catarata, devolvendo a visão a mais de mil pacientes. Até o fim do ano, 150 unidades estarão em operação.

Na agenda em Niterói, Massuda visitou o Hospital Municipal Oceânico Dr. Gilson Cantarino, que realiza um mutirão de cirurgias em parceria com o programa. A unidade, que atendeu 150 pacientes em um dia, realizou mais de 1,2 mil cirurgias extras de janeiro a outubro de 2025, com o apoio de 400 profissionais.

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