Com a queda das temperaturas e o aumento da circulação de vírus respiratórios, crescem os casos de gripe e covid-19, doenças que apresentam sintomas parecidos e podem ser confundidas apenas pela manifestação clínica.
A orientação é buscar atendimento nas unidades básicas de saúde quando houver sinais leves, como dor de cabeça, coriza, tosse, dor de garganta e moleza. Segundo a referência técnica distrital de Família e Comunidade da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, Camila Damasceno, não é possível diferenciar gripe e covid-19 apenas pelos sintomas, embora a perda de olfato possa aumentar a suspeita de covid-19.
Já os casos graves exigem assistência imediata em unidades de urgência e emergência. Entre os sinais de alerta estão febre por mais de 72 horas, febre alta acima de 39,5 ou 40 graus que não melhora com remédio, dificuldade para respirar, respiração acelerada, sensação de desmaio e pressão no peito.
A gripe é causada pelo vírus influenza, enquanto a covid-19 é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2. Ambas são doenças virais com alto potencial de contágio e mutação e podem evoluir para quadros graves, especialmente em pessoas mais vulneráveis, como crianças e idosos.
Nos casos leves, o tratamento é voltado ao alívio dos sintomas, com uso de antitérmicos, analgésicos e anti-inflamatórios, sempre com orientação profissional. Também são recomendados repouso, hidratação, alimentação equilibrada e isolamento para evitar a transmissão.
Entre as medidas de prevenção estão manter os ambientes ventilados, higienizar frequentemente as mãos, evitar aglomerações e manter a vacinação em dia. A médica destaca que os imunizantes não impedem o contágio, mas ajudam a evitar agravamento, hospitalizações e mortes, com atenção especial aos grupos de risco, como idosos, doentes crônicos, crianças menores de cinco anos, gestantes, puérperas e profissionais de saúde e educação.
Camila Damasceno também afirmou que a covid-19 segue circulando entre a população, assim como a influenza e o VSR, vírus sincicial respiratório.