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Saúde

Geração 50+ representará 50% do consumo de saúde no Brasil em 2044

Estudo da data8 projeta que essa faixa etária movimentará R$ 559 bilhões de um mercado total de R$ 1,1 trilhão, impulsionado pelo envelhecimento populacional.

Redação Jornal de Brasília

15/05/2026 9h58

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Foto: © Prefeitura de SP/Divulgação

Em cerca de 20 anos, metade do consumo das famílias brasileiras com produtos e serviços de saúde será de pessoas com 50 anos ou mais. A chamada geração prateada responderá por R$ 559 bilhões de um total de R$ 1,1 trilhão consumidos com saúde em 2044.

Essa projeção representa um avanço em relação a 2024, quando a geração 50+ representava 35% desse gasto com medicamentos, planos de saúde e suplementos, entre outros produtos. Os dados fazem parte do estudo ‘Mercado Prateado: consumo dos brasileiros 50+ e projeções’, realizado pela data8, empresa especializada em pesquisas relacionadas a envelhecimento e longevidade.

Em 2024, o Brasil contava com 59 milhões de pessoas com 50 anos ou mais, o que representava 27% da população, mas 35% do consumo com saúde. A projeção para 2044 é de 92 milhões de pessoas nessa faixa, equivalendo a 40% da população e 50% do consumo no setor.

De acordo com o levantamento, planos de saúde, medicamentos e suplementos representam 79% da cesta mensal de consumo de saúde das pessoas com mais de 50 anos. Os pesquisadores estimaram que, na população com menos de 50 anos, 8% da renda vai para produtos e serviços relacionados à saúde. Para a geração prateada, o impacto no bolso é de 14%.

O estudo detalha mais por faixa etária: pessoas de 50 a 54 anos direcionam 11% do consumo mensal para a saúde, o patamar sobe para 18% na faixa de 70 a 74 anos e chega a 21% entre as pessoas com 80 anos ou mais. Os demais gastos são com consultas médicas, exames e materiais de tratamento.

Lívia Hollerbach, coordenadora da pesquisa, alerta para a necessidade de o país se preparar para o envelhecimento da população, tanto na esfera pública quanto privada. ‘A população brasileira apresenta uma demanda por cuidado e atenção à saúde que, em territórios mais vulneráveis, supera a capacidade de resposta disponível’, afirma ela.

Para a especialista, o ‘congestionamento recorrente’ dos serviços públicos e privados indica que a oferta já opera sob forte pressão, em um cenário de demanda crescente nas próximas décadas. Entre os caminhos para lidar com os desafios, Hollerbach cita o desenvolvimento de uma cadeia de cuidados de longa duração e a importância da medicina preventiva.

‘Essa cultura é extremamente importante’, enfatiza, acrescentando que enxerga avanços como a redução do tabagismo e do consumo de álcool. A coordenadora ressalta que o foco da sociedade deve ser relacionar o aumento da expectativa de vida com qualidade de vida, por meio de conscientização e programas focados em saúde preventiva.

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