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Saúde

Fiocruz abre Semana da Mulher homenageando ministra Márcia Lopes

Cerimônia no Rio de Janeiro destaca ações articuladas contra a violência de gênero e o papel da ciência em políticas públicas.

Redação Jornal de Brasília

03/03/2026 17h53

Foto: Peter Illicev/Fiocruz

Foto: Peter Illicev/Fiocruz

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) abriu, nesta segunda-feira (2), no Rio de Janeiro, a Semana da Mulher: Por Mulheres, Vivas, Saudáveis e Respeitadas. O evento, que marca o início das comemorações do Dia Internacional das Mulheres, celebrado em 8 de março, homenageou a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, e contou com a presença do presidente da Fiocruz, Mario Moreira, da pesquisadora Emérita Nísia Trindade, entre outras autoridades.

Em seu discurso, a ministra Márcia Lopes destacou os desafios na construção de políticas públicas para as mulheres e a necessidade de respostas articuladas às complexidades sociais. “É muito trabalho que a gente tem pela frente. Não é só um trabalho manual ou físico, é um trabalho de elaboração, de produção, de criatividade e de enfrentamento de uma história da humanidade”, afirmou. Ela enfatizou que a diversidade e a dimensão do país impõem desafios imensos, e que as respostas devem considerar as realidades locais. “Não é Brasília que vai dar resposta para tudo. É cada território, é cada grupo de mulheres”, disse, valorizando a produção científica da Fiocruz como base para políticas eficazes.

O presidente da Fiocruz, Mario Moreira, ressaltou o papel estratégico da instituição no enfrentamento à violência contra as mulheres. “Como instituição pública estratégica, a Fiocruz deve mobilizar sua capacidade científica e sua presença nos territórios para enfrentar a violência contra as mulheres”, declarou. Ele acrescentou que a luta contra a violência precisa estar presente tanto no discurso quanto nas práticas cotidianas. “Temos uma abordagem respeitosa de escutar, aprender e construir juntos com os territórios. A luta contra a violência precisa estar no nosso discurso e no nosso comportamento cotidiano. É um problema de saúde pública e, portanto, uma grande questão para a Fiocruz”.

A pesquisadora emérita Nísia Trindade Lima, ex-ministra da Saúde e primeira mulher a presidir a Fiocruz, afirmou que a data vai além de homenagens e exige compromisso coletivo com a igualdade. “Recebemos flores e bombons, e gostamos, nada contra, mas é sempre um dia de luta. Essa precisa ser uma luta da sociedade e da democracia, unindo homens e mulheres. Nenhuma de nós passa pela vida sem episódios de violência, seja física ou simbólica”.

Ao longo do mês de março de 2026, o Ministério das Mulheres realizará a Agenda Nacional do Março das Mulheres, com ações em todas as regiões do país. A programação inclui inaugurações, entregas de equipamentos públicos, fortalecimento da rede de enfrentamento à violência contra as mulheres, lançamentos de estudos e pesquisas, além de iniciativas para a autonomia econômica, política de cuidados e participação social.

Com informações do Governo Federal

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