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Saúde

Fevereiro Roxo reforça cuidados a pacientes com dor crônica no Hospital de Santa Maria

O ambulatório multidisciplinar do hospital oferece suporte especializado para fibromialgia e outras condições, promovendo melhor qualidade de vida

Redação Jornal de Brasília

19/02/2026 16h00

Foto: David Damasceno/IgesDF

O Fevereiro Roxo, mês de conscientização sobre dores crônicas, destaca o atendimento especializado no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). Pacientes com fibromialgia e outras síndromes semelhantes contam com o Ambulatório da Dor, que proporciona cuidados multidisciplinares para aliviar sintomas e melhorar o dia a dia.

A fibromialgia é uma síndrome crônica caracterizada por dor difusa em músculos e tendões, sem alterações visíveis em exames. Ela afeta cerca de 3% da população brasileira, com maior incidência em mulheres entre 30 e 60 anos, mas pode atingir homens, idosos, adolescentes e crianças. Sintomas incluem cansaço persistente, distúrbios do sono, ansiedade, alterações de memória e concentração, além de sintomas depressivos. Embora não progressiva e sem cura conhecida, o acompanhamento contínuo é essencial para a qualidade de vida.

Em janeiro deste ano, entrou em vigor a Lei nº 15.176/2025, que reconhece a fibromialgia e doenças correlatas como condições que podem configurar deficiência. A legislação prevê atendimento multidisciplinar e capacitação de profissionais, ampliando o suporte a esses pacientes.

Rosalina Lopes, de 54 anos, diagnosticada com fibromialgia há sete anos, só buscou atendimento especializado no ano passado. Agora, ela participa do ambulatório e relata melhora significativa. “Tem dias em que minhas mãos e braços doem muito. Quando venho para cá e faço infiltração de bloqueio, chego em casa bem mais aliviada”, conta.

A reumatologista Rafaela Cruz, do HRSM, explica que a fibromialgia é uma doença invisível, sem alterações físicas aparentes. O diagnóstico é clínico, baseado na história e sintomas, pois não há exames laboratoriais ou de imagem que confirmem a condição. “O cérebro interpreta sinais comuns como extremamente dolorosos, e fatores como ansiedade e depressão podem agravar esse processo”, detalha a médica.

O Ambulatório da Dor é estruturado em 12 encontros semanais, com foco em educação em saúde, compreensão da condição e autonomia para o enfrentamento diário. Os participantes recebem acompanhamento de fisioterapia, com exercícios, alongamentos e técnicas como auriculoterapia; psicologia, para acolhimento emocional e psicoeducação; e terapia ocupacional, para adaptações nas atividades diárias.

A fisioterapeuta Thayze Braga enfatiza que o objetivo é fornecer estratégias aplicáveis no cotidiano, reduzindo o uso excessivo de medicamentos. “Quando o paciente entende que existem recursos para lidar com a dor e que ela não precisa ser totalmente limitante, há melhora na qualidade de vida”, destaca.

O acesso ao programa ocorre por encaminhamento médico, via reumatologia ou ortopedia. A chefe do Serviço de Psicologia, Paola Palatucci Bello, explica que pacientes com dor persistente são avaliados e incluídos em listas de espera. Cada turma reúne, em média, 15 participantes.

Neste mês de conscientização, o HRSM reforça a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento especializado, oferecendo um ambiente acolhedor para quem convive com dores crônicas.

*Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)

 

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