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Saúde

Falta de ar ao subir escada pode indicar insuficiência cardíaca

Sociedade Brasileira de Cardiologia chama atenção para sinais que podem ser confundidos com sedentarismo ou envelhecimento.

Redação Jornal de Brasília

09/07/2026 10h40

controle de infecções hospitalares

Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde-Df

Perder o fôlego ao subir uma escada pode ser um sinal de insuficiência cardíaca, alerta a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) neste Dia Nacional de Alerta contra a doença. Segundo a entidade, o problema afeta cerca de 1,7 milhão de brasileiros e seus sintomas, muitas vezes, são confundidos com falta de condicionamento físico ou com o envelhecimento.

Entre os principais sinais estão dificuldade respiratória durante o esforço, fadiga muscular e retenção de líquidos. De acordo com o cardiologista Marcus Simões, membro da SBC, é importante procurar avaliação especializada quando esses sintomas aparecem. Ele afirma que é justamente durante o esforço físico que o coração costuma demonstrar que não está bem.

Simões, que coordena a diretriz brasileira de insuficiência cardíaca da entidade, explica que a condição geralmente se desenvolve a partir de outra doença cardíaca, como sequela de infarto, problemas nas válvulas do coração, diabetes, hipertensão ou doença de Chagas. Quando isso ocorre, o coração não consegue receber e bombear sangue de forma adequada, o que leva ao surgimento dos sintomas.

O médico também afirma que a insuficiência cardíaca pode ser a primeira manifestação de diversas doenças graves. Segundo ele, o paciente pode ter múltiplas internações hospitalares e risco de mortalidade de 30% a 50% ao longo de cinco anos.

O diagnóstico é feito principalmente com base no exame clínico e confirmado por exames como raio-x de tórax, ecocardiograma, ultrassom do coração e exames de sangue com biomarcadores. A doença pode ser controlada com medicamentos, muitos deles distribuídos pelo Sistema Único de Saúde, mas a interrupção do tratamento pode levar à descompensação e à necessidade de internação.

De acordo com a SBC, cerca de 1/4 dos casos de descompensação ocorre pela interrupção do tratamento. Infecções, arritmias, hipertensão, infarto e miocardite também podem piorar o quadro. A reabilitação física é apontada como outra medida essencial para o controle da doença.

As orientações devem integrar a nova diretriz brasileira para o tratamento da insuficiência cardíaca, que será lançada em outubro, durante o 81º Congresso Brasileiro de Cardiologia, no Rio de Janeiro.

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