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Saúde

Engasgos frequentes indicam disfagia e exigem atenção médica

Hospital de Base do DF promove orientações no Dia Nacional de Atenção à Disfagia, alertando para riscos como broncoaspiração e pneumonia.

Redação Jornal de Brasília

23/03/2026 12h21

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Pacientes do Hospital de Base foram orientados a respeito da disfagia | Fotos: Divulgação/IgesDF

A dificuldade para engolir alimentos e líquidos pode ser um sinal de disfagia, uma condição que, se não identificada e tratada, pode levar a complicações graves. Nesta sexta-feira (20), pacientes atendidos no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) receberam orientações sobre a disfagia durante o Dia Nacional de Atenção à Disfagia.

A ação visou ampliar a conscientização entre usuários e acompanhantes, esclarecendo dúvidas e destacando sinais de alerta. As equipes médicas explicaram que a disfagia pode ter causas variadas, como fatores mecânicos decorrentes de traumas ou cirurgias na laringe e cavidade oral, além de origens neurológicas. A condição afeta pessoas de todas as idades, sendo mais comum em idosos, crianças com paralisia cerebral e síndromes, indivíduos que sofreram acidente vascular cerebral (AVC) e pacientes em tratamento oncológico.

A fonoaudióloga do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), Ana Patrícia Queiroz, enfatizou a importância de procurar avaliação médica em casos de engasgos frequentes. “Existe risco de broncoaspiração, quando alimentos entram no pulmão”, alertou. Ela também mencionou engasgos noturnos, frequentemente confundidos com refluxo e associados à apneia do sono, caracterizados por tosses secas, sensação de acidez na garganta e afogamento salivar.

Em quadros graves, a disfagia pode resultar em obstrução das vias aéreas ou pneumonia, causada pela entrada de alimentos nos pulmões. No entanto, com acompanhamento especializado, a condição pode ser controlada por meio de exercícios de reabilitação conduzidos por fonoaudiólogos, melhorando a qualidade de vida dos pacientes.

“A reabilitação ajuda a trazer tranquilidade para o paciente, permitindo alimentação com consistências mais seguras para a deglutição”, completou a especialista. Uma das pacientes orientadas foi a aposentada Eliene Morgado Bembem Alves, de 70 anos, que relatou não conhecer a disfagia apesar de episódios frequentes de engasgo. “Achei muito interessante e vou pesquisar melhor para ver se procuro um profissional”, disse.

Para atendimento, após avaliação inicial, o paciente pode ser inserido no sistema de regulação da Secretaria de Saúde e encaminhado a especialistas como gastroenterologista, otorrinolaringologista ou fonoaudiólogo.

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