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Saúde

Diagnóstico precoce do Alzheimer melhora qualidade de vida de pacientes

No Hospital de Base do DF, 300 pacientes recebem acompanhamento, e a campanha Fevereiro Roxo conscientiza sobre sinais da doença tratável, mas sem cura.

Redação Jornal de Brasília

05/02/2026 17h58

Foto: Divulgação/IgesDF

Foto: Divulgação/IgesDF

Perder a memória gradualmente, repetir perguntas e apresentar mudanças de comportamento nem sempre é um sinal natural do envelhecimento. Esses sintomas podem indicar Alzheimer, uma doença neurodegenerativa que compromete a cognição, as atividades cotidianas e o comportamento. Reconhecer os sinais precocemente e buscar avaliação médica pode fazer toda a diferença no tratamento e na qualidade de vida.

No Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica em Saúde (IgesDF), cerca de 300 pacientes realizam acompanhamento ambulatorial para a doença. Um exemplo é Ornelina Medeiros Pimentel, de 77 anos, diagnosticada aos 70 após sua filha, Jane Pimentel Meireles, notar esquecimentos e alterações agressivas no comportamento. “Eu tento viver um dia de cada vez, porque sei que vem muito sofrimento”, relata Jane sobre a situação atual.

A campanha Fevereiro Roxo foca na conscientização de enfermidades como o Alzheimer, que não tem cura, mas é tratável. O neurologista Carlos Uribe, do HBDF, destaca que muitos confundem os sintomas iniciais com o envelhecimento normal, o que atrasa o diagnóstico. “As pessoas demoram a procurar um médico”, afirma. Sinais como esquecimentos que afetam o dia a dia, dificuldades para dirigir ou encontrar palavras, repetições de perguntas e isolamento social merecem atenção.

Para suspeitas de Alzheimer ou outras demências, o primeiro passo é procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima ou um clínico geral. Lá, ocorre a avaliação inicial, com encaminhamento para especialistas se necessário. A causa exata da doença não é conhecida, mas fatores genéticos e de estilo de vida influenciam o risco, especialmente com histórico familiar.

O tratamento visa aliviar sintomas e melhorar a qualidade de vida, com progressão variando por caso. “Muitas pessoas vivem anos após o diagnóstico e falecem por outras causas, não pela doença”, explica Uribe. Não há prevenção específica, mas hábitos saudáveis – como atividade física, alimentação balanceada, evitar álcool e fumo, e manter a mente e a vida social ativas – podem atrasar a manifestação.

“Quanto antes o diagnóstico, melhor para a qualidade de vida dos pacientes e famílias”, alerta o neurologista, enfatizando a importância da conscientização.

Com informações do IgesDF

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