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Saúde

DF reduz perdas de vacinas para 0,94% em 2025 com investimentos em logística

Secretaria de Saúde amplia aplicação de doses e adota estratégias de busca ativa para minimizar descarte na rede pública.

Redação Jornal de Brasília

23/03/2026 13h16

câmara fria no hrt. foto matheus oliviera agência saúde df

Em 2025, a Secretaria de Saúde perdeu menos de 1% das vacinas por atingirem o prazo de validade, o que reflete o sucesso das estratégias de imunização | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde DF

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) conseguiu reduzir significativamente as perdas de vacinas na rede pública, alcançando uma taxa de descarte de apenas 0,94% em 2025. Nesse ano, foram aplicadas 2,9 milhões de doses, enquanto 27,3 mil foram descartadas por vencimento, uma melhoria em relação a 2024, quando 2,8 milhões de doses foram administradas e 36,5 mil (1,27%) foram perdidas.

“Nosso foco é assegurar o aproveitamento máximo das vacinas recebidas”, afirma Tereza Luiza Pereira, gerente da Central Distrital da Rede de Frio da SES-DF. Para isso, a secretaria prioriza três frentes principais: investimento em logística, estratégias de busca ativa da população e capacitação das equipes.

Em termos de infraestrutura, a Central de Rede de Frio, no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA), recebeu em 2022 novas câmaras frias com capacidade de 10 mil litros, em um investimento de R$ 298 mil. No Hospital Regional de Taguatinga (HRT), a área de armazenamento foi ampliada de 12 para 16 refrigeradores, cada um com 400 litros. Além disso, a manutenção de equipamentos nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e a disponibilidade de insumos como seringas garantem o funcionamento de mais de cem salas de vacinação em dias úteis.

Paralelamente, ações de busca ativa foram intensificadas. Em 2025, equipes da SES-DF aplicaram 154,9 mil doses em 1.085 ações extramuros, realizadas em locais como praças, escolas, feiras, shoppings, parques, igrejas, supermercados e órgãos públicos. O Carro da Vacina, iniciado em 2022 como projeto-piloto em regiões como Ceilândia, Sol Nascente/Pôr do Sol e Brazlândia para combater a covid-19, foi expandido para incluir vacinas do calendário de rotina, como contra febre amarela, tétano, sarampo, gripe, coqueluche e pólio. A iniciativa agora conta com mais veículos e é replicada em outras áreas administrativas.

Essas ações são apoiadas por planejamento rigoroso, incluindo monitoramento de temperatura em caixas térmicas a cada hora e cálculo proporcional de seringas. Zildene Bitencourt, chefe do Núcleo de Vigilância Epidemiológica e Imunização da Região Oeste de Saúde, destaca a importância desses controles para evitar perdas.

A capacitação também é essencial: entre 2024 e 2025, a Central de Rede de Frio promoveu 43 treinamentos para quase dois mil profissionais, abordando manejo de vacinas, técnicas de aplicação e boas práticas.

Apesar dos avanços, o secretário de Saúde, Juracy Lacerda, enfatiza a necessidade de adesão da população. “O Governo do Distrito Federal tem feito os investimentos necessários para a vacinação, porém é importante salientar a necessária adesão do público, especialmente pais e responsáveis, que devem levar as crianças e os adolescentes aos locais de vacinação”, afirma.

Um alerta específico é para a vacina contra a dengue, voltada para crianças de 10 a 14 anos, iniciada em fevereiro de 2024. Até janeiro de 2026, 183,4 mil doses foram aplicadas, mas a cobertura vacinal está aquém da meta de 90%: 64,1% para a primeira dose e 39% para o esquema completo de duas doses. Entre crianças de 10 anos, os índices são ainda menores, com 41,9% para a primeira dose e 16% para o completo.

Nas salas de vacinação e ações extramuros, as equipes verificam cadernetas e sistemas digitais para atualizar esquemas vacinais na hora. A ampliação do público-alvo para evitar perdas depende de recomendações do Ministério da Saúde, responsável pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI).

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