A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) recebeu, nesta segunda-feira (26), um lote de 50 mil doses de vacina contra a febre amarela. O estoque visa atender toda a população que procurar o imunizante nas mais de cem salas de vacina disponíveis, com estimativa de aproximadamente 40 mil pessoas nessa situação.
A gerente da Rede de Frio Central da SES-DF, Tereza Luiza Pereira, enfatizou a importância da vacinação, lembrando que a febre amarela é uma doença que pode causar óbito. Os sintomas iniciais incluem dores de cabeça e no corpo, febre, calafrios, perda de apetite, náuseas, olhos avermelhados, cansaço, fraqueza e fotofobia. Em casos mais graves, surge dor abdominal indicando lesões no fígado, icterícia, insuficiência renal e risco de morte.
O Distrito Federal registrou casos isolados da doença em anos anteriores: um em 2015, dois em 2017, três em 2018, três em 2021 e dois em 2022. Em 2025, foi confirmado um caso em Tocantins. Desde setembro do ano passado, a SES-DF está em alerta devido à morte de macacos e micos por febre amarela em Goiás, o que indica a circulação do vírus na região, embora esses animais não transmitam a doença a humanos.
A vacinação é recomendada para crianças a partir de 9 meses. Para as de 9 meses a 4 anos, 11 meses e 29 dias, aplica-se uma dose inicial aos 9 meses e reforço aos 4 anos. Crianças a partir de 5 anos com histórico de dose anterior devem completar o esquema com reforço. Entre 5 anos e 59 anos, 11 meses e 29 dias, basta uma dose única. Pessoas com 60 anos ou mais podem ser vacinadas após avaliação médica individualizada de risco e benefício.
Gestantes e mulheres amamentando crianças menores de 6 meses devem ser imunizadas apenas se residirem ou viajarem para áreas com circulação confirmada do vírus, após avaliação profissional.
Quem já foi vacinado pode emitir o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP), gratuito e sem prazo de validade, exigido por alguns países.
Para quem não sabe se foi vacinado, a SES-DF orienta levar documento de identificação e caderneta de vacinação. Sem esses, o atendimento não é impedido. A equipe verifica registros nos sistemas ou avalia o caso para aplicação imediata, conforme explicou a médica Gabriela Villar, da Coordenação de Atenção Primária à Saúde.