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Saúde

DF inaugura Complexo de Telessaúde e inicia teleconsulta pediátrica

O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF avança na assistência infantil com atendimentos remotos na UPA do Recanto das Emas, visando reduzir filas e ampliar o acesso à saúde pública.

Redação Jornal de Brasília

20/01/2026 18h10

Foto: Alberto Ruy/IgesDF

Foto: Alberto Ruy/IgesDF

O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) inaugura nesta quarta-feira (21) o primeiro Complexo de Telessaúde da rede pública distrital, marcando o início oficial do serviço de teleconsulta pediátrica na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Recanto das Emas.

A iniciativa representa um avanço na modernização da saúde pública no DF, trazendo agilidade e segurança ao cuidado infantil por meio de atendimentos remotos especializados. Em um contexto de alta demanda por serviços pediátricos nas UPAs, o novo complexo visa ampliar o acesso à saúde, reduzir filas e otimizar o tempo de resposta aos pacientes.

Com a implantação, a UPA do Recanto das Emas se torna a sétima unidade do DF a oferecer serviços de telessaúde entre as 13 geridas pelo IgesDF. A expansão reforça a estratégia de descentralização da assistência, utilizando tecnologia para aumentar a resolutividade de casos de baixa complexidade via avaliações remotas por profissionais capacitados.

O presidente do IgesDF, Cleber Monteiro, destacou que a inauguração reflete um compromisso com o Sistema Único de Saúde (SUS). “Essa entrega é resultado de planejamento estratégico e compromisso com o SUS. Ao levar especialidades para onde o paciente está, reduzimos barreiras de acesso e construímos uma assistência mais ágil, eficiente e resolutiva”, afirmou.

A estrutura do Complexo de Telessaúde conta com 14 baias individuais, projetadas para garantir privacidade, controle acústico e estabilidade tecnológica. A arquiteta Maria Fernanda Garcia explicou que cada estação foi pensada para assegurar concentração, confidencialidade e fluidez na comunicação por vídeo.

O serviço abrange teleconsulta, teleinterconsulta e telessuporte, com equipes multiprofissionais e fluxos integrados. A gerente de Comando Estratégico do IgesDF, Lillian Santos, enfatizou que o modelo centralizado melhora a governança assistencial, com protocolos definidos e rastreabilidade dos fluxos.

Desde maio de 2025, a teleconsulta já registrou 13.618 atendimentos até janeiro de 2026, contribuindo para a redução do tempo de permanência nas unidades e o desafogamento de atendimentos presenciais. O maior volume ocorreu em outubro de 2025, com 2.247 consultas, e as UPAs de Gama, Ceilândia II e Vicente Pires lideraram em número de atendimentos.

O público majoritário foi feminino (8.052 consultas) e na faixa etária de 14 a 39 anos. Pacientes com quadros de menor complexidade recebem avaliação remota e, quando possível, alta sem atendimento presencial, aliviando as filas.

A teleinterconsulta, reestruturada em 2025, conecta médicos das UPAs a especialistas dos hospitais da rede IgesDF, acelerando diagnósticos. Exemplos incluem 501 avaliações em nefrologia no Hospital Cidade do Sol, com 73% resolvidos sem transferências, e reduções significativas no tempo de confirmação diagnóstica em hematologia.

A chefe do Núcleo de Inovação e Saúde Digital, Amandha Dias, destacou que a integração eleva o padrão operacional. “O Complexo de Telessaúde permite decisões clínicas mais assertivas, reduz tempos de espera e fortalece a integração entre unidades, garantindo cuidado mais rápido e seguro”, explicou.

A iniciativa envolve planejamento integrado de áreas assistenciais, tecnologia e gestão, consolidando a telessaúde como ferramenta essencial para uma rede de saúde mais eficiente no Distrito Federal.

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