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Saúde

DF distribui preservativos em blocos de carnaval para prevenir ISTs

Mais de 90 mil insumos serão fornecidos no Espaço Acolher durante a folia.

Redação Jornal de Brasília

12/02/2026 16h31

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Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) firmou parceria com organizadores de blocos carnavalescos para distribuir preservativos externos e internos, gel lubrificante e autotestes aos foliões, visando prevenir a transmissão de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) durante o carnaval.

O evento, conhecido por aumentar a vulnerabilidade a riscos de saúde sexual, contará com mais de 90 mil insumos disponibilizados no Espaço Acolher, localizado na Plataforma Monumental, próximo à Esplanada dos Ministérios. A iniciativa ocorre ao longo dos quatro dias de festa e promove orientações e serviços de saúde pública.

“O Carnaval apresenta diversas situações que aumentam a vulnerabilidade e o risco de transmissão das ISTs. Pensando nisso, nós adotamos medidas de saúde pública para fornecer orientações e serviços para a população que vai comparecer aos blocos, promovendo a saúde sexual e a prevenção”, explica a gerente de Vigilância de Infecções Sexualmente Transmissíveis da SES-DF, Beatriz Maciel Luz.

A estratégia adota a prevenção combinada, integrando abordagens biomédicas, comportamentais e estruturais para reduzir novas infecções de ISTs como HIV, sífilis e hepatites B e C. A rede pública oferece testagem regular, vacinação contra HPV e hepatite B, além de profilaxias pré-exposição (PrEP) e pós-exposição (PEP) ao HIV.

“O Carnaval é um momento em que a prevenção combinada faz diferença. A testagem antes da folia é essencial, porque permite identificar IST mesmo sem sintomas e iniciar o tratamento rapidamente. Para prevenção do HIV, a PrEP é indicada para pessoas com maior risco de exposição e está disponível na rede. E, em caso de relação desprotegida ou outra situação de risco, a orientação é buscar atendimento para avaliação de PEP”, ressalta Beatriz.

Entre 2020 e 2024, o DF registrou 3.838 casos de infecção pelo HIV e 1.177 casos de aids em residentes. No período, observa-se estabilidade nos casos de HIV e redução no coeficiente de detecção de aids, de 8,5 por 100 mil habitantes em 2020 para 5,3 em 2024.

Com informações da Secretaria de Saúde

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