O Distrito Federal registrou um marco na assistência aos pacientes renais com a reestruturação dos setores de nefrologia dos Hospitais Regionais de Taguatinga (HRT) e do Gama (HRG). A capacidade conjunta de atendimento em hemodiálise saltou de 70 para 180 vagas, um aumento de 157%, graças a um investimento de R$ 4,7 milhões do Governo do Distrito Federal (GDF).
No HRT, considerado o maior centro de nefrologia do Centro-Oeste e o principal serviço de hemodiálise do DF, a unidade passou de 50 para 140 vagas. A modernização incluiu reforma completa do espaço, renovação de equipamentos, com a aquisição de 29 novas máquinas de hemodiálise, e a implementação de um sistema de osmose reversa de duplo passo, inédito na Secretaria de Saúde. Esses investimentos parte dos R$ 4,7 milhões garantiram também 75 novas máquinas para a rede pública. O hospital realizou 6.538 atendimentos em hemodiálise no ano passado e agora prevê saltar de 224 para 435 sessões semanais.
No HRG, o novo setor de nefrologia iniciou atendimentos na última quarta-feira (11), com investimentos de cerca de R$ 3 milhões. A capacidade dobrou, de 20 para 40 vagas regulares, além de suporte dialítico para dois pacientes por turno em emergência e para 20 leitos de UTI. As melhorias englobaram troca do sistema de osmose, aquisição de 16 novas máquinas, monitores multiparamétricos, poltronas específicas, rede de gases medicinais e adequações em infraestrutura elétrica, hidráulica e de climatização.
De acordo com Emanuelle Ferreira Lustosa, diretora de Serviços de Internação da Secretaria de Saúde, a ampliação otimiza o fluxo hospitalar. “O maior impacto é para aquele paciente que está aguardando vaga de UTI. A gente vai conseguir atender esse paciente aqui, ele vai conseguir sair da UTI, e aquele que está no pronto-socorro poderá ir para a UTI. O giro de leito do hospital vai ser maior e vamos conseguir dar uma assistência de qualidade a todos os nossos pacientes”, detalha.
A paciente Ana Selma Carvalho da Silva, de 34 anos, cuidadora de idosos, que faz sessões três vezes por semana no HRT, destacou as melhorias. “Antes era tudo mais bagunçado, parede descascando, tinha equipamento que não funcionava muito bem. Agora está muito bom, a gente se sente mais acolhida”, contou, elogiando também o atendimento dos enfermeiros.
Gladson Paiva, responsável técnico-administrativo da unidade de nefrologia do HRT, enfatizou os benefícios. “O impacto positivo se traduz no aumento da capacidade de atendimento e na melhoria da qualidade do tratamento, graças à renovação do parque tecnológico e à implementação de um sistema de tratamento de água de alta qualidade”, afirmou.