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Saúde

Dezembro Laranja reforça importância do protetor solar no combate ao câncer de pele

Uso diário do produto pode reduzir a incidência da doença e gerar economia bilionária ao SUS, especialmente no verão, quando a exposição ao sol aumenta

Redação Jornal de Brasília

30/12/2025 13h46

30.12. cuidados ao sol. foto divulgação igesdf5

Protetores solares são fundamentais para assegurar a saúde e prevenir câncer de pele | Foto: Divulgação/IgesDF

O uso cotidiano do produto pode contribuir para a diminuição dos casos da doença e resultar em economia de bilhões ao Sistema Único de Saúde. O impacto tende a ser maior no verão, período de aumento da exposição solar.

“Apesar de ser um câncer comum, muitos casos exigem tratamentos complexos e acompanhamento contínuo”, lembra a gerente de Operações do Centro de Infusão do HBDF, Larissa Dias. “Essa realidade impacta diretamente a utilização dos serviços hospitalares, especialmente no Hospital de Base, que é referência no tratamento oncológico no DF.”

Uma estratégia simples, o uso diário de protetor solar, pode reduzir significativamente os casos da doença e economizar mais de R$ 2,5 bilhões em recursos hospitalares nos próximos cinco anos. A exposição prolongada ao sol ao longo do ano coloca o Brasil entre os que apresentam maior incidência de câncer de pele, atrás apenas da Austrália. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), quase 200 mil brasileiros são diagnosticados com câncer de pele todos os anos. Esse número corresponde à soma dos dois principais tipos da doença: melanoma e não melanoma.

“O câncer de pele tem altas chances de cura quando identificado no início, por isso o autoexame é fundamental. Caso surja alguma lesão que não cicatrize em dez a 15 dias, é importante procurar atendimento médico”Danielle Aquino, médica dermatologista do Hospital de Base

O melanoma tem origem nos melanócitos, células responsáveis pela produção de melanina, pigmento que dá cor à pele e atua como proteção natural contra a radiação solar. Já os tumores não melanomas se desenvolvem na camada mais superficial da pele, são mais frequentes em pessoas acima dos 40 anos e representam cerca de 95% dos casos de câncer de pele no Brasil.

Sinais de alerta

Pintas ou sinais que mudam de cor, formato ou tamanho merecem atenção na detecção do câncer de pele. Manchas ou feridas que não cicatrizam, apresentam coceira, crostas ou sangramento também podem indicar alterações suspeitas.

“O câncer de pele tem altas chances de cura quando identificado no início, por isso o autoexame é fundamental”, orienta a médica dermatologista Danielle Aquino, do Hospital de Base. “Caso surja alguma lesão que não cicatrize em dez a 15 dias, é importante procurar atendimento médico.”

Dezembro Laranja e os cuidados no verão

Este mês marca a campanha Dezembro Laranja, dedicada à conscientização e ao combate ao câncer de pele. A chegada do verão, período de maior exposição solar, férias e atividades ao ar livre, exige redobrar os cuidados com a proteção da pele, reforçando a importância do uso diário de filtro solar e outras formas de prevenção.

A boa notícia é que, quando descoberto precocemente, o câncer de pele tem taxa de cura superior a 90%. Histórico familiar, pele clara e exposição solar excessiva estão entre os principais fatores de risco.

Entre as 10h e as 16h, há maior incidência de raios ultravioleta, mais agressivos à pele e associados ao surgimento do câncer, além de causarem manchas e envelhecimento precoce. Danielle Aquino reforça a importância da adoção de hábitos de proteção, como uso de óculos escuros, bonés, chapéus e até guarda-sol, além da aplicação diária de protetor solar com FPS mínimo de 30.

“Muita gente tem dúvida sobre a quantidade correta”, aponta a dermatologista. “A orientação é usar o equivalente a uma colher de sopa cheia ou o volume que caiba na palma da mão para todo o corpo, com reaplicação a cada duas horas ou sempre após contato com a água.”

Com informações da Agência Brasília

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