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Saúde

Desidratação em idosos: risco silencioso que imita Alzheimer

Sintomas como tontura e confusão podem indicar falta de hidratação, agravada pelo envelhecimento e medicamentos, levando a complicações graves.

Redação Jornal de Brasília

25/01/2026 13h51

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Foto: Alberto Ruy/IgesDF

Olheiras, boca seca, cansaço excessivo, tontura e fala desconexa são sintomas frequentemente associados a doenças neurológicas como o Alzheimer, mas podem ser sinais de desidratação severa em idosos. Essa condição afeta todo o organismo, provocando queda da pressão arterial, aumento da frequência cardíaca e confusão mental, o que pode levar a internações.

De acordo com o médico Álvaro Modesto, do Hospital Cidade do Sol, a desidratação é mais comum em idosos do que se imagina e tem consequências graves, como infecções urinárias e alterações neurológicas. O envelhecimento reduz a sensação de sede e a capacidade de reter água, mesmo em baixos níveis de hidratação. A pele mais fina, a diminuição da massa muscular e a proporção reduzida de água no corpo agravam o problema, especialmente com variações de temperatura e uso de medicamentos diuréticos. O centro cerebral que regula a sede fica menos sensível, e a eficiência dos hormônios de defesa diminui com a idade.

Um caso ilustrativo ocorreu com Solimar Campos, de 82 anos. Em uma manhã de inverno, ela sentiu tontura e cansaço incomum. Sua filha, ao notar confusão e fala lenta durante uma videochamada, acionou um vizinho para levá-la ao pronto-socorro, onde o diagnóstico foi desidratação grave.

Sinais de alerta incluem boca e língua secas, tontura, fraqueza, urina escura e em menor quantidade, confusão mental, sonolência e batimento cardíaco acelerado.

Para prevenir, é essencial oferecer líquidos regularmente, como água, água de coco, sucos naturais e chás de ervas, mesmo sem solicitação. Incluir alimentos ricos em água, como melancia, abacaxi, melão, laranja, pepino e sopas, ajuda na hidratação. Estabelecer rotinas, manter garrafas próximas e monitorar o consumo diário são medidas simples e eficazes.

Em casos graves, com queda acentuada de pressão, desmaios ou confusão intensa, procure atendimento médico urgente. Prevenir a desidratação é um cuidado básico que pode fazer a diferença na saúde dos idosos, conforme enfatiza o especialista.

Com informações da Agência Brasília

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