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Saúde

Consultórios na Rua atendem 20,6 mil vulneráveis em 2025 no DF

Programa da SES-DF oferece consultas, vacinas e encaminhamentos a pessoas em situação de rua, destacando questões de saúde mental e racismo estrutural.

Redação Jornal de Brasília

27/02/2026 13h59

consultorio na rua

Assistência inclui um rol amplo de procedimentos, como consultas clínicas, troca de curativos, coleta de exames, aplicação de medicamentos, vacinação e encaminhamento para serviços especializados na rede pública de saúde | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF

Em 2025, os Consultórios na Rua do Distrito Federal realizaram 20,6 mil atendimentos individuais a pessoas em situação de vulnerabilidade, conforme dados da Secretaria de Saúde (SES-DF).

Os serviços incluem consultas clínicas, troca de curativos, coleta de exames, aplicação de medicamentos, vacinação e encaminhamento para serviços especializados na rede da SES-DF. Ao todo, 7.158 pacientes em situação de rua foram atendidos no período, com os problemas mais recorrentes sendo hipertensão arterial, transtornos mentais e abuso de drogas.

A gerente de Atenção à Saúde de Populações em Situação Vulnerável e Programas Especiais (Gaspvp) da SES-DF, Marianna Zambelli, destacou o perfil etnorracial da população de rua, majoritariamente composta por pessoas pretas e pardas. “Esse dado reflete o racismo estrutural e a desigualdade histórica que empurram essa parcela da população para a vulnerabilidade extrema e a exclusão habitacional”, afirmou.

As equipes dos Consultórios na Rua são formadas por profissionais de diversas especialidades, incluindo médicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais e terapeutas ocupacionais, além de carreiras de nível médio. Elas atuam de forma itinerante e em parceria com as unidades básicas de saúde (UBSs).

Marianna Zambelli enfatizou que a iniciativa vai além do cuidado clínico, promovendo cidadania e resgate da dignidade, conforme a Constituição Federal de 1988. “O Consultório na Rua é a ferramenta que rompe os muros invisíveis das unidades de saúde. Ao levarmos a equipe até o território, garantimos que a invisibilidade social não se transforme em invisibilidade assistencial”, reforçou a gerente.

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