Em 2025, os Consultórios na Rua do Distrito Federal realizaram 20,6 mil atendimentos individuais a pessoas em situação de vulnerabilidade, conforme dados da Secretaria de Saúde (SES-DF).
Os serviços incluem consultas clínicas, troca de curativos, coleta de exames, aplicação de medicamentos, vacinação e encaminhamento para serviços especializados na rede da SES-DF. Ao todo, 7.158 pacientes em situação de rua foram atendidos no período, com os problemas mais recorrentes sendo hipertensão arterial, transtornos mentais e abuso de drogas.
A gerente de Atenção à Saúde de Populações em Situação Vulnerável e Programas Especiais (Gaspvp) da SES-DF, Marianna Zambelli, destacou o perfil etnorracial da população de rua, majoritariamente composta por pessoas pretas e pardas. “Esse dado reflete o racismo estrutural e a desigualdade histórica que empurram essa parcela da população para a vulnerabilidade extrema e a exclusão habitacional”, afirmou.
As equipes dos Consultórios na Rua são formadas por profissionais de diversas especialidades, incluindo médicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais e terapeutas ocupacionais, além de carreiras de nível médio. Elas atuam de forma itinerante e em parceria com as unidades básicas de saúde (UBSs).
Marianna Zambelli enfatizou que a iniciativa vai além do cuidado clínico, promovendo cidadania e resgate da dignidade, conforme a Constituição Federal de 1988. “O Consultório na Rua é a ferramenta que rompe os muros invisíveis das unidades de saúde. Ao levarmos a equipe até o território, garantimos que a invisibilidade social não se transforme em invisibilidade assistencial”, reforçou a gerente.