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Saúde

Consulta pública sobre tratamento para ELA pode ampliar acesso ao SUS; veja como participar

Iniciativa do Ministério da Saúde avalia incorporação da Edaravona e recebe contribuições até 13 de abril de 2026

Redação Jornal de Brasília

09/04/2026 14h55

José Leda, que sofre de esclerose lateral amiotrófica, durante o 4º Seminário de Doenças Raras - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

José Leda, que sofre de esclerose lateral amiotrófica, durante o 4º Seminário de Doenças Raras – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A mobilização em torno de pacientes com Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) ganha força em todo o país com a abertura de uma consulta pública promovida pelo Ministério da Saúde. A iniciativa tem como objetivo avaliar a incorporação de novos tratamentos no Sistema Único de Saúde, entre eles o uso da Edaravona, já aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

Considerada uma doença neurodegenerativa grave e progressiva, a ELA impacta diretamente a qualidade de vida dos pacientes e de seus familiares. Nesse contexto, a possível inclusão da medicação no SUS representa um avanço relevante, ao ampliar o acesso ao tratamento e oferecer mais dignidade e perspectivas a quem enfrenta a condição.

A consulta pública é conduzida pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS e permite que pacientes, familiares, profissionais de saúde e a sociedade em geral contribuam com relatos, opiniões e evidências. A participação popular é apontada como elemento central para embasar decisões que podem influenciar a realidade de milhares de brasileiros.

Para muitas famílias, a chegada da Edaravona simboliza mais do que uma alternativa terapêutica. Representa a possibilidade de prolongar momentos, preservar vínculos e enfrentar a doença em melhores condições. Trata-se de uma oportunidade que, até recentemente, não estava disponível no país.

O prazo para participação se encerra no dia 13 de abril de 2026. Os interessados devem acessar a plataforma oficial do governo federal, localizar a consulta pública SECTICS/MS nº 19/2026 e preencher o formulário de contribuição conforme as orientações disponíveis.

Dúvidas podem ser esclarecidas pelo telefone (61) 99217-6669. Especialistas e entidades reforçam que a participação da sociedade é determinante para fortalecer a análise e ampliar as chances de incorporação do medicamento ao SUS. Em um cenário em que cada avanço representa mais tempo e qualidade de vida, cada contribuição pode fazer diferença.

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