
Em Brasília, os períodos de outono e inverno são marcados pela redução nas temperaturas e queda da umidade no ar. Esse clima aumenta em até 40% a incidência de doenças respiratórias, como a influenza A H1N1 que recentemente vem acometendo a população. Porém, existem outros vírus comumente transmitidos nessa época com sintomatologia similar que devem ser medicados de formas diferentes. Por isso, é importante a detecção e confirmação da doença por meio de exames complementares, antes mesmo de qualquer tratamento.
De acordo com Tatiana Veloso, pneumologista e diretora-médica do laboratório Exame, os sintomas mais comuns entre os vírus respiratórios são febre, calafrios, dores de cabeça e no corpo, fraqueza, congestão em vias aéreas superiores e perda de apetite. Crianças podem apresentar vômitos e diarreia. “A maioria dessas doenças, incluindo a H1N1, são sazonais e tendem a ter efeitos leves na saúde das pessoas. O problema pode ocorrer se não tratados corretamente, podendo levar a complicações como amigdalite, laringite, bronquite e a pneumonia. Por isso devem ser diagnosticados precocemente”, explica a médica.
Para a pneumologista, o Painel Molecular de Vírus Respiratório é a melhor ferramenta para a detecção e diferenciação entre estas doenças pois garante uma maior precisão diagnóstica e terapêutica. “Este exame permite a detecção simultânea da informação genética de até 20 vírus mais comumente envolvidos em doenças respiratórias, entre eles os vírus Influenza A H1N1 e H3N2, por meio da coleta de secreção ou muco respiratório. Com esse resultado conseguimos diminuir a prescrição desnecessária de antibióticos e implementar tratamentos antivirais mais eficazes. Além de contribuirmos para a prevenção da transmissão desses vírus respiratórios”, reforça.
Prevenindo a transmissão
Além das mudanças climáticas, existem algumas alterações comportamentais nessa época do ano que também agridem o equilíbrio do aparelho respiratório levando ao aumento nos casos de diversas doenças respiratórias. “Há uma maior concentração de pessoas em locais fechados e pouco arejados, o que aumenta a transmissão de doenças infecciosas. Por isso é importante ao tossir, cobrir sempre o nariz e a boca com lenço de papel, e procurar lavar e higienizar as mãos com frequência”, indica Dra. Tatiana.
O cuidado deve ser ainda maior para pacientes que fazem parte do grupo de risco para complicações da gripe. É o caso das crianças menores de 5 anos, gestantes, adultos com 60 anos ou mais e os portadores de doenças crônicas. “Devido à tendência maior a possíveis complicações, estes pacientes devem ficar mais atentos. Porém todos devem procurar um especialista assim que os primeiros sintomas aparecerem. Para evitar essa visita ao médico, uma vida equilibrada, com alimentação saudável, horários regulares, adoção de hábitos saudáveis e consumo frequente de água, ainda é a melhor prevenção”, conclui.