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Saúde

Comissão de Saúde aprova capacitação para detecção precoce de câncer infantil

Projeto incorpora formação de profissionais da atenção primária no Programa Médicos pelo Brasil para identificar sinais da doença em crianças e adolescentes.

Redação Jornal de Brasília

20/03/2026 14h46

Foto: Renato Araújo/Câmara dos Deputados

Foto: Renato Araújo/Câmara dos Deputados

A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 2970/22, que inclui entre os objetivos do Programa Médicos pelo Brasil a capacitação de profissionais da atenção primária à saúde para o diagnóstico e a identificação precoce do câncer infantojuvenil.

A relatora, deputada Silvia Cristina (PP-RO), ajustou o texto original para detalhar que a formação deve capacitar tanto médicos quanto outros profissionais de atenção primária para identificar precocemente sinais e sintomas da doença. O projeto é de autoria do deputado Bibo Nunes (PL-RS).

Silvia Cristina destacou que a proposta fortalece o Sistema Único de Saúde (SUS) ao melhorar a qualidade da assistência prestada, aumentando as chances de cura para crianças e adolescentes. “A estrutura já existente de formação e capacitação pode ser aproveitada para incorporar conteúdos voltados à identificação precoce do câncer infantojuvenil, constituindo medida eficiente do ponto de vista administrativo e sanitário”, afirmou a relatora.

De acordo com Bibo Nunes, ainda não se sabe ao certo quais são os fatores de risco para o câncer infantojuvenil, justificando a necessidade de maior capacitação dos profissionais que atuam pelo Programa Médicos pelo Brasil.

Estatísticas apontam que o câncer infantojuvenil é a principal doença e a segunda maior causa de morte entre crianças e adolescentes de 4 a 19 anos, ficando atrás apenas das causas externas, como acidentes, homicídios e suicídios, segundo o DataSUS. Estimativas do Instituto Nacional do Câncer (INCA) para o período de 2026 a 2028 indicam aproximadamente 7.560 novos casos por ano em crianças e adolescentes de 0 a 19 anos.

O texto aprovado segue para análise em caráter conclusivo pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Para se tornar lei, o projeto precisa ser aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.

Com informações da Agência Câmara

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