PATRÍCIA PASQUINI
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)
O estado de São Paulo chegou a 40 casos de sarampo, sem mortes. Os três novos registros (dois homens, de 18 e 21 anos, e uma bebê de um ano) são da capital e estão vinculados a cadeias de transmissão identificadas e acompanhadas desde junho. A informação é da Secretaria Estadual da Saúde.
Durante todo o ano de 2025, foram registrados dois casos de sarampo no estado.
Do total de casos, 36 referem-se a pacientes do município de São Paulo, dois de São Bernardo do Campo, um de Santo André, no ABC, e um de Guarulhos, na região metropolitana.
O sarampo é uma doença viral contagiosa, transmitida pelo ar, especialmente em ambientes fechados e com grande circulação de pessoas. Os principais sintomas incluem febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e manchas avermelhadas na pele, que geralmente surgem entre 7 e 14 dias após a exposição.
A transmissão acontece de pessoa a pessoa, por via aérea, ao tossir, espirrar, falar ou respirar.
Cerca de 60% das ocorrências de sarampo do estado foram registradas em crianças menores de dois anos grupo mais vulnerável ao vírus.
Dos 40 casos confirmados, 30 se relacionam a quem não se vacinou contra a doença ou tem o esquema incompleto. Entre os mais recentes, o homem de 21 anos e a bebê têm uma dose; o rapaz de 18 anos não consta como imunizado.
Até o momento, mais de 1.700 notificações suspeitas de sarampo foram descartadas no estado, segundo a pasta.
Em 2026, a cobertura da primeira dose passou de 86,56% em abril para 93,24% em julho. A da segunda foi de 72,72% para 78,37%, no mesmo período. A meta é alcançar 95% do público-alvo.
No mês de setembro, durante a Campanha de Multivacinação, mais de 2,5 milhões de doses de sarampo foram aplicadas no estado dado que ainda será incorporado na atualização da taxa de cobertura vacinal.
CADEIAS DE TRANSMISSÃO DO SARAMPO
Mostram o caminho que o vírus faz do doente para o saudável. O monitoramento realizado pelas equipes municipal e estadual aponta uma tendência de redução da transmissão.
Em Guarulhos e São Bernardo do Campo, a vigilância considera a possibilidade de encerrar a cadeia de transmissão associada aos casos registrados.
A cadeia pode ser encerrada quando não houver casos relacionados num período de 90 dias (ou 12 semanas), contados a partir do início das manchas na pele do último caso confirmado. Durante o intervalo, seguem a investigação das notificações suspeitas e a busca ativa.
QUEM DEVE SE VACINAR CONTRA O SARAMPO
Crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias (dose zero)
Dos municípios de São Paulo, São Bernardo do Campo, Guarulhos e Santo André. É um reforço que não substitui as doses previstas no Calendário Nacional de Vacinação.
A dose zero também pode ser indicada para crianças dessa faixa etária que tiveram contato com pessoas com suspeita ou confirmação de sarampo, conforme avaliação das equipes de vigilância.
Rotina
O Ministério da Saúde recomenda duas doses: a primeira aos 12 meses, com a vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), e a segunda aos 15 meses, com a tetraviral (que inclui proteção contra varicela).
Pessoas de 1 a 29 anos devem ter duas doses da tríplice viral, enquanto adultos de 30 a 59 anos devem ter pelo menos uma. Profissionais de saúde precisam comprovar duas doses independentemente da idade.