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Saúde

CDH aprova inclusão de vacina contra herpes-zóster no calendário do SUS

Projeto altera proposta para abranger maiores de 50 anos e pessoas imunossuprimidas, seguindo para análise na CAS.

Redação Jornal de Brasília

25/02/2026 13h35

vacina contra a herpes zóster

Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

A Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado aprovou, nesta quarta-feira (25), um projeto que inclui a vacina contra herpes-zóster no calendário nacional de imunização do Sistema Único de Saúde (SUS). Apresentada pela senadora Dra. Eudócia (PL-AL), a proposta (PL 4.426/2025) recebeu voto favorável da relatora, senadora Mara Gabrilli (PSD-SP), na forma de um texto alternativo, e agora segue para análise na Comissão de Assuntos Sociais (CAS).

A doença herpes-zóster é causada pelo vírus varicela-zóster, o mesmo responsável pela catapora. Após a infecção inicial, o vírus pode permanecer adormecido no organismo e ser reativado em adultos ou em pessoas com sistema imunológico comprometido, como portadores de doenças crônicas (hipertensão, diabetes), câncer ou transplantados. Os sintomas incluem lesões na pele, precedidas por dor nos nervos, ardor, coceira, dor de cabeça, formigamento e febre. Entre as medidas de prevenção, destacam-se a vacinação, a higiene das mãos após contato com lesões e o isolamento.

O projeto original previa a disponibilização da vacina no SUS para idosos a partir de 60 anos. No entanto, o texto alternativo apresentado por Mara Gabrilli reduz a idade para 50 anos e inclui pessoas maiores de 18 anos com imunossupressão ou outra condição clínica que comprometa o sistema imunológico. A relatora justificou as mudanças ao afirmar que o vírus pode se manifestar a partir dos 50 anos e afetar adultos mais jovens com imunossupressão, fortalecendo a prevenção e reduzindo hospitalizações e complicações evitáveis.

Mara Gabrilli também citou dados da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), que indicam altas taxas de eficácia da vacina nos grupos propostos. “Para esses grupos, a imunização tem potencial de evitar episódios graves e reduzir o tratamento de sequelas dolorosas e persistentes, com benefícios diretos para a qualidade de vida e para a racionalização dos gastos no SUS”, explicou a senadora.

A presidente da CDH, senadora Damares Alves (Republicanos-DF), avaliou a aprovação como um passo importante para a proteção dos idosos no Brasil. “Apesar de ser cara, a gente lá na frente pode evitar hospitalização, a gente pode ajudar na economia porque as pessoas não vão ficar afastadas do trabalho, essa é uma medida acertada”, declarou.

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