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Saúde

Carnaval pode causar exaustão física e emocional, alertam especialistas

Excesso de festas, noites mal dormidas e álcool levam a irritação, ansiedade e desmaios durante o período.

Redação Jornal de Brasília

17/02/2026 15h13

Foto: Divulgação/IgesDF

Foto: Divulgação/IgesDF

Para muita gente, o Carnaval é a época mais esperada do ano, com bloquinhos, música e um sentimento de liberdade. No entanto, o que deveria ser apenas alegria pode resultar em exaustão física e emocional, causada por noites mal dormidas, calor, bebida alcoólica, multidões e excesso de estímulos. Esses fatores podem levar a irritação, cansaço extremo, queda de pressão, desmaios e crises de ansiedade.

Muitas pessoas ignoram os sinais do corpo para não ‘perder a festa’, enquanto quem prefere ficar em casa pode sentir culpa por não estar na rua. A psicóloga do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), Dúlcila Galvão, explica que sentir a necessidade de viver o Carnaval de um jeito específico é comum, mas descansar também é uma escolha saudável.

Exemplos ilustram as diferenças: a administradora Marina Azevedo, 29 anos, se prepara o ano todo para aproveitar os blocos e dançar, renovando sua energia. Já o professor Eduardo Lima, 41 anos, prefere o descanso em casa ou em lugares tranquilos com natureza.

Dúlcila Galvão atribui essas preferências a traços de personalidade, como introversão e extroversão. Pessoas introvertidas se cansam mais em ambientes cheios e precisam de contextos silenciosos para se recuperar. O importante é reconhecer o que favorece o bem-estar e respeitar os limites pessoais.

Além da saúde mental, o Carnaval afeta o corpo, especialmente pela privação de sono, que prejudica a imunidade e altera o funcionamento do organismo, aumentando o risco de mal-estar e acidentes. Dormir pouco deixa a pessoa mais irritada, impulsiva, sensível emocionalmente e fisicamente cansada. Combinado com calor e álcool, eleva o risco de desmaios e quedas.

O sono é essencial para a recuperação do corpo e a reorganização do cérebro. Sem ele, funções cognitivas como atenção, memória e tomada de decisão são comprometidas, impactando o humor e aumentando a propensão a brigas, ansiedade e reações desproporcionais.

O excesso de estímulos pode desencadear crises de ansiedade com sintomas como taquicardia, falta de ar, tremores, tontura e sensação de ameaça. O álcool intensifica essas sensações, piorando a ansiedade e diminuindo o controle emocional, podendo tornar a pessoa mais impulsiva ou vulnerável.

Dúlcila alerta para sinais de limite atingido, como crises de ansiedade intensas, falta de ar, desmaios, confusão mental ou pânico recorrente, recomendando buscar ajuda imediata, pois saúde mental é urgência. Descansar é parte do autocuidado para voltar bem à rotina.

Quem precisa de apoio psicológico no Distrito Federal pode procurar o SUS. A porta de entrada é a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima, que acolhe e encaminha se necessário para os Centros de Atenção Psicossocial (Caps). Em urgências, como crises graves ou risco à segurança, busque as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) ou o Samu pelo 192. Durante o Carnaval, atendimento psiquiátrico está disponível nas UPAs de Núcleo Bandeirante, Sobradinho e Vicente Pires. O Hospital São Vicente de Paulo, em Taguatinga, é referência em saúde mental.

Com informações do IgesDF.

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