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Saúde

Campanha contra influenza inicia neste sábado com Dia D em várias regiões

A mobilização prioriza crianças, gestantes e idosos, com 15,7 milhões de doses já distribuídas pelo Ministério da Saúde.

Redação Jornal de Brasília

25/03/2026 13h31

Foto: Geovana Albuquerque

A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza começa neste sábado, 28 de março, nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste. Realizada anualmente pelo Ministério da Saúde, com apoio de estados e municípios, a iniciativa prioriza crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes e idosos com 60 anos ou mais, grupos mais suscetíveis a formas graves da doença. O Dia D ocorrerá na mesma data, e a campanha segue até 30 de maio, com vacinação gratuita nas Unidades Básicas de Saúde (UBS).

Para ampliar o alcance, o Governo do Brasil enviará, até quinta-feira (26), 10 milhões de mensagens institucionais por aplicativos de comunicação, visando reforçar a divulgação de informações oficiais e incentivar a vacinação.

Até o momento, o Ministério da Saúde distribuiu 15,7 milhões de doses da vacina contra a influenza. Estados e municípios são orientados a intensificar estratégias no primeiro mês, com ações de busca ativa para públicos prioritários. Na Região Norte, a campanha será realizada no segundo semestre, devido à sazonalidade da doença.

A vacina influenza trivalente integra o Calendário Nacional de Vacinação e é recomendada para os públicos prioritários mencionados. Para crianças de 6 meses a 8 anos não vacinadas anteriormente, o esquema prevê duas doses com intervalo mínimo de quatro semanas; as já vacinadas recebem uma dose. A mesma orientação vale para a população indígena a partir de 6 meses e pessoas com comorbidades até 8 anos.

A imunização é anual para acompanhar novas cepas do vírus, e a aplicação pode ser simultânea a outras vacinas do calendário, como a da Covid-19. A vacinação é a principal forma de prevenção, contribuindo para reduzir casos graves, internações e mortes.

Dados preliminares de 2026 indicam aumento na circulação de vírus respiratórios, incluindo a influenza. Até 14 de março, foram notificados 14,3 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no país, com cerca de 840 óbitos. Desses, a influenza responde por 28,1% das infecções graves identificadas.

Idosos, crianças menores de 6 anos, gestantes e pessoas com comorbidades apresentam maior risco de complicações. Priorizar esses grupos é essencial para evitar casos graves e óbitos por influenza.

Marcella Mota
Ministério da Saúde

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