Dirigentes de hospitais públicos de diferentes regiões do país participaram, nesta quinta-feira (14), em Brasília, da Sessão de Aprendizagem Presencial (SAP) para Lideranças do projeto Saúde em Nossas Mãos, iniciativa do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS).
O encontro reuniu gestores e especialistas para fortalecer a segurança do paciente e qualificar a assistência hospitalar no SUS. A iniciativa envolve 279 hospitais públicos brasileiros e visa reduzir infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS) em unidades de terapia intensiva (UTIs) adultas, pediátricas e neonatais, com foco na prevenção de Infecção Primária de Corrente Sanguínea Laboratorialmente Confirmada (IPCSL), Pneumonia Associada à Ventilação Mecânica (PAV) e Infecção do Trato Urinário Associada ao Uso de Cateter (ITU-AC).
Essas infecções representam complicações evitáveis que impactam a segurança do paciente e os custos do sistema de saúde. Representando a Secretaria de Atenção Especializada à Saúde (SAES), participaram a coordenadora-geral da Atenção Hospitalar, Luisa Rayane Silva Bezerra Frazão, e a coordenadora-geral de Projetos da Atenção Especializada, Amanda Carolina Felix Cavalcante de Abreu.
Na abertura, Luisa Frazão enfatizou a importância do envolvimento das lideranças hospitalares para a continuidade das ações. “A assistência não faz diferença se a liderança não entende a importância e a relevância desses projetos dentro da instituição”, afirmou. Ela também destacou o papel estratégico dos profissionais de enfermagem na qualificação da assistência e na segurança do paciente.
Amanda Carolina ressaltou os resultados do projeto e seus impactos na gestão e assistência. “O Saúde em Nossas Mãos é um projeto que temos no coração porque conhecemos os resultados que ele traz para todo mundo”, declarou. Ela mencionou os benefícios assistenciais e econômicos: “Para cada valor investido, há uma economia significativa gerada para o sistema de saúde”.
A coordenadora-geral do projeto, Claudia Garcia, apresentou a abrangência nacional: 276 UTIs em 275 hospitais e 194 municípios, abrangendo mais de 3,4 mil leitos. “Segurança não é apenas do paciente, mas também de toda a equipe de profissionais”, destacou.
A programação incluiu diálogos sobre impactos clínicos e financeiros, desafios da liderança, prioridades institucionais e ações estratégicas para os próximos meses.
Criado em 2017, o projeto é colaborativo de seis hospitais do PROADI-SUS — Hospital Alemão Oswaldo Cruz, BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, Hcor, Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital Moinhos de Vento e Hospital Sírio-Libanês —, em parceria com o Ministério da Saúde, Conass, Conasems e Anvisa. Baseado no Programa Nacional de Segurança do Paciente, já evitou mais de 17 mil infecções, preservando milhares de vidas e reduzindo custos.
No triênio 2024-2026, os resultados parciais indicam redução de 33% nas infecções monitoradas, 2.581 infecções evitadas, 868 vidas salvas e economia estimada em R$ 210 milhões.
Com informações do Governo Federal