Menu
Saúde

Brasil sediará maior conferência global de HIV e aids em 2026 no Rio

Evento promovido pela Sociedade Internacional de Aids reunirá especialistas para discutir avanços científicos e desafios na luta contra a epidemia.

Redação Jornal de Brasília

26/01/2026 14h56

cenas rio de janeiro. (1)

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

O Brasil será o anfitrião da 26ª Conferência Internacional sobre Aids (Aids 2026), marcada para ocorrer de 26 a 31 de julho de 2026, no Rio de Janeiro. Pela primeira vez na América do Sul, o maior encontro global dedicado à saúde pública, ciência e direitos humanos relacionados ao HIV e à aids é promovido pela Sociedade Internacional de Aids (IAS), com apoio do Ministério da Saúde, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), da Prefeitura do Rio de Janeiro e da Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids (Abia).

O país possui uma trajetória reconhecida internacionalmente no enfrentamento à epidemia, fundamentada em evidências científicas e no respeito à dignidade humana. A conferência, com o tema “Repensar. Reconstruir. Avançar”, adotará formato híbrido, permitindo participação presencial e virtual. Ela reunirá pessoas vivendo com HIV ou aids, pesquisadores, gestores, formuladores de políticas e representantes de movimentos sociais para debater avanços, políticas públicas e desafios globais, como a crise de financiamento e cortes em programas de HIV.

A programação incluirá conferências, mesas-redondas, sessões científicas e apresentações de pesquisas nacionais e internacionais. Interessados podem submeter resumos, propostas de exposições, eventos satélite, oficinas e atividades de pré-conferência até 27 de janeiro, com inscrições e submissões pelo site oficial do evento, que oferece descontos até 11 de fevereiro.

Segundo a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, Mariângela Simão, o Brasil consolidou uma política pública robusta via Sistema Único de Saúde (SUS), garantindo acesso universal e gratuito à prevenção, diagnóstico e tratamento. Avanços incluem a adoção da terapia antirretroviral nos anos 1990, o tratamento para todos os diagnosticados em 2013 e a recente eliminação da transmissão vertical do HIV. “Sediar a conferência reafirma o compromisso do Brasil com a ciência, os direitos humanos e o fortalecimento do SUS”, declarou.

A presidente da IAS, Beatriz Grinsztejn, do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), destacou que o evento dará visibilidade às especificidades da epidemia na América Latina, onde novas infecções aumentam, contrastando com a tendência global de queda. “A resposta brasileira, baseada em direitos humanos, acesso universal e engajamento comunitário, oferece um cenário estratégico para fortalecer a resposta regional e global”, afirmou.

Draurio Barreira, diretor do Departamento de HIV/Aids do Ministério da Saúde e co-presidente da Comissão Organizadora, enfatizou que sediar o evento reconhece os avanços brasileiros em quatro décadas de combate à epidemia. “É uma oportunidade de compartilhar experiências e fortalecer parcerias com o SUS e a sociedade civil”, disse.

Veriano Terto, vice-presidente da Abia, ressaltou a importância do debate sobre desigualdades e iniquidades, especialmente na articulação entre ciência e comunidade. A conferência também abordará desafios na América Latina, como o aumento de mortalidade entre mulheres em alguns países e a necessidade de ações integradas contra estigma e discriminação, apesar dos avanços em acesso ao tratamento e redução de mortes.

Com informações da Agência Brasil

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado