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Saúde

Brasil sedia treinamento para lusófonos sobre tuberculose resistente

São Paulo recebe profissionais de saúde de países africanos lusófonos e do Brasil para capacitação em novos esquemas terapêuticos encurtados

Redação Jornal de Brasília

27/01/2026 15h34

Autora: Carol Garcia / AGECOM

Entre os dias 26 e 30 de janeiro de 2026, São Paulo será palco do treinamento ‘Manejo da Tuberculose Resistente a Medicamentos para Países Lusófonos’. A iniciativa reúne profissionais de saúde e gestores dos programas nacionais de tuberculose de países africanos de língua portuguesa, como Angola, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Moçambique e Guiné-Bissau, além de unidades federadas do Brasil. O foco é qualificar o cuidado e fortalecer estratégias contra a tuberculose multirresistente.

Promovido pela TB Alliance e pela PeerLINC, em parceria com o Ministério da Saúde por meio da Coordenação-Geral de Vigilância da Tuberculose, Micoses Endêmicas e Micobactérias não Tuberculosas (CGTM), do Departamento de HIV, Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis (Dathi), da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA), o evento aborda componentes clínicos, laboratoriais e programáticos. Temas como custo-efetividade, equidade de gênero, inclusão social e engajamento comunitário também fazem parte da programação, com discussões de casos práticos e apoio à tomada de decisões nos serviços.

A tuberculose resistente a medicamentos surge quando a bactéria Mycobacterium tuberculosis resiste a pelo menos um dos fármacos comuns no tratamento. Para enfrentar esse desafio, o Brasil incorporou em 2023 a pretomanida ao Sistema Único de Saúde (SUS), permitindo esquemas encurtados como BPaL e BPaLM, que reduzem o tempo de tratamento da tuberculose multirresistente de 18 para 6 meses, melhorando a adesão e os resultados clínicos.

“Os esquemas BPaL e BPaLM representam um avanço importante porque encurtam o tratamento da tuberculose multirresistente e podem facilitar o acompanhamento pelas equipes de saúde. O treinamento é uma oportunidade de apoiar a implementação desses regimes com segurança, organização e foco na qualidade do cuidado”, destaca Fernanda Dockhorn, coordenadora-geral da CGTM/Dathi/SVSA/MS.

O programa inclui a apresentação da experiência brasileira na implementação desses esquemas e visitas de campo, visando ajudar os países participantes a adotar ou expandir rapidamente os novos tratamentos. A ação promove a cooperação entre nações de língua portuguesa, ampliando a capacidade regional de resposta e contribuindo para a meta global de eliminar a tuberculose como problema de saúde pública.

“Fortalecer o manejo da tuberculose resistente é parte essencial da resposta para reduzir adoecimentos e avançar na eliminação da tuberculose como problema de saúde pública. Qualificar equipes e organizar fluxos é uma medida concreta para melhorar o cuidado e proteger a população”, enfatiza Draurio Barreira, diretor do Dathi/SVSA/MS. As informações foram retiradas do Governo Federal.

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