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Saúde

Atlas Mundial da Obesidade revela 1 em 5 crianças com sobrepeso

Dados indicam 419 milhões de afetados globalmente, com o Brasil somando 16,5 milhões de casos entre crianças e adolescentes.

Redação Jornal de Brasília

04/03/2026 11h15

obesidade infantil

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O Atlas Mundial da Obesidade 2026, divulgado no Dia Mundial da Obesidade nesta quarta-feira (4), aponta que 20,7% das crianças e adolescentes entre 5 e 19 anos no mundo vivem com sobrepeso ou obesidade, o que corresponde a 419 milhões de indivíduos. A Federação Mundial de Obesidade projeta que esse número aumente para 507 milhões até 2040.

A obesidade e o sobrepeso na infância trazem riscos semelhantes aos de adultos, como hipertensão e doença cardiovascular. Estimativas indicam que, até 2040, 57,6 milhões de crianças apresentarão sinais precoces de doença cardiovascular e 43,2 milhões, de hipertensão.

A entidade alerta que as ações globais para combater a obesidade infantil são insuficientes e cobra medidas como a implementação de impostos sobre bebidas adoçadas com açúcar, restrições ao marketing direcionado a crianças, incluindo em plataformas digitais, promoção da atividade física, proteção ao aleitamento materno, padrões saudáveis de alimentação escolar e integração da prevenção nos sistemas de atenção primária.

No Brasil, os dados revelam 6,6 milhões de crianças de 5 a 9 anos e 9,9 milhões de 10 a 19 anos com sobrepeso ou obesidade, totalizando 16,5 milhões. Em 2025, quase 1,4 milhão foram diagnosticados com hipertensão atribuída ao IMC, 572 mil com hiperglicemia, 1,8 milhão com triglicerídeos elevados e 4 milhões com doença hepática esteatótica metabólica.

Para 2040, as projeções no país apontam mais de 1,6 milhão de casos de hipertensão atribuída ao IMC, 635 mil de hiperglicemia, 2,1 milhão de triglicerídeos elevados e 4,6 milhões de doença hepática esteatótica metabólica.

O vice-presidente da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso), Bruno Halpern, descreve o crescimento como ‘assustador’, especialmente em países de média e baixa renda, impulsionado por alimentos ultraprocessados acessíveis. No Brasil, os índices confirmam projeções anteriores, com metade das crianças e adolescentes podendo ser afetadas em breve.

Halpern enfatiza que a obesidade é um problema socioeconômico coletivo, defendendo taxação de ultraprocessados e refrigerantes, redução da propaganda infantil e tratamento da obesidade materna para prevenir casos futuros.

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