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Saúde

Anvisa proíbe lotes de suplemento de moringa por risco de salmonela

A medida preventiva impede a comercialização de produtos contaminados por bactéria resistente nos EUA.

Redação Jornal de Brasília

01/04/2026 19h14

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Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a proibição da comercialização, distribuição, importação, propaganda e uso do suplemento alimentar Dietary Supplement Rosabella Moringa Capsules, fabricado pela Ambrosia Brands, LLC, a partir da planta Moringa oleifera. A decisão, publicada na Resolução (RE) 1.245/2026, é preventiva e visa impedir a entrada desses lotes no país, envolvidos em um surto de contaminação por Salmonella resistente a antibióticos nos Estados Unidos, conforme comunicado do U.S. Food and Drug Administration (FDA).

Até o momento, a Anvisa não identificou importações comerciais desses lotes para o Brasil, mas verificou anúncios em plataformas de e-commerce, como o Mercado Livre, sugerindo possível aquisição por pessoas físicas para consumo pessoal. Os lotes proibidos incluem: 5020591, 5020592, 5020593, 5020594, 5020595, 5020596, 5030246, 5030247, 5030248, 5030249, 5030250, 5030251, 5040270, 5040271, 5040272, 5040273, 5040274, 5040275, 5040276, 5040277, 5040278, 5040279, 5050053, 5050054, 5050055, 5050056, 5060069, 5060070, 5060071, 5060072, 5060073, 5060074, 5060075, 5060076, 5060077, 5060078, 5060079, 5060080, 5080084, 5080085, 5080086, 5090107, 5090108, 5090109, 5090113, 5090114, 5090115, 5090116, 5090117, 5090118, 5100039 e 5100048.

A Salmonella é uma bactéria que causa infecções gastrointestinais, com sintomas como diarreia, febre e cólicas abdominais, manifestando-se entre 12 e 72 horas após a ingestão de alimentos contaminados e durando de quatro a sete dias. Neste caso, a cepa identificada é resistente a antibióticos de primeira linha e alternativos, exigindo tratamentos mais específicos em infecções graves. Crianças menores de 5 anos, idosos e pessoas com sistema imunológico enfraquecido estão mais suscetíveis a complicações como infecção arterial, endocardite e artrite.

No Brasil, produtos alimentícios à base de Moringa oleifera já são proibidos desde 2019, pela Resolução (RE) 1.478/2019, devido a riscos genotóxicos e hepatotóxicos não afastados em avaliações de segurança pela Anvisa. A agência orienta que a população não compre nem consuma itens com moringa, em formas como chá, cápsulas ou pó, e denuncie irregularidades às autoridades sanitárias locais ou pelos canais da Anvisa em https://www.gov.br/anvisa/pt-br/canais_atendimento. Anúncios com imagens e textos em inglês, sem informações em português sobre origem ou identidade, indicam produtos não regularizados.

Mais detalhes sobre o recolhimento nos Estados Unidos podem ser consultados no site do FDA: https://www.fda.gov/safety/recalls-market-withdrawals-safety-alerts/ambrosia-brands-llc-recalls-rosabella-moringa-capsules-because-possible-health-risk.

Suplementos alimentares devem complementar a alimentação de pessoas saudáveis com nutrientes autorizados pela Anvisa e não servem para tratar ou curar doenças. Riscos estão associados a produtos irregulares, com substâncias não avaliadas ou fabricação inadequada. Informações adicionais sobre suplementos estão disponíveis em https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/alimentos/suplementos-alimentares.

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