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Saúde

Anvisa proíbe comercialização das canetas emagrecedoras Gluconex e Tirzedral

Segundo o órgão, os itens vêm sendo anunciados na internet como medicamentos injetáveis à base de GLP-1, hormônio produzido no intestino que atua no controle dos níveis de glicose no sangue e nos mecanismos de saciedade, mas não passaram por avaliação da agência

Redação Jornal de Brasília

15/04/2026 13h42

canetas emagrecedoras tirzedral e gluconex

Foto: Divulgação

FOLHAPRESS

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) proibiu e determinou a apreensão dos produtos Gluconex e Tirzedral, divulgados como canetas emagrecedoras, por falta de registro no Brasil. A medida foi publicada no Diário Oficial da União nesta terça-feira (14).

Segundo o órgão, os itens vêm sendo anunciados na internet como medicamentos injetáveis à base de GLP-1, hormônio produzido no intestino que atua no controle dos níveis de glicose no sangue e nos mecanismos de saciedade, mas não passaram por avaliação da agência. Sem esse aval, não há comprovação de qualidade, segurança ou eficácia.

A resolução também veta a comercialização, distribuição, importação e propaganda dos produtos.

Segundo a agência, os medicamentos são produzidos por empresa não identificada.

A Anvisa afirma que, por terem origem desconhecida, não é possível garantir o conteúdo das canetas nem os efeitos no organismo. A orientação é que consumidores não utilizem os produtos.

Profissionais de saúde e pacientes que tiverem acesso às canetas devem comunicar o caso à agência ou às vigilâncias sanitárias locais.

Entre os principais medicamentos análogos do GLP-1 dispóníveis no mercado estão a semaglutida, vendida sob as marcas Ozempic e Wegovy, e a tirzepatida, comercializada como Mounjaro.

A demanda por esse tipo de tratamento tem crescido no país. Dados do Sindusfarma (Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos) indicam que as vendas de medicamentos análogos ao GLP-1 aumentaram 25,5% entre 2024 e 2025, passando de 4,6 milhões para 5,8 milhões de unidades comercializadas, considerando apenas produtos regularizados.

Levantamento da Folha com base no Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC), cadastro abastecido por farmácias privadas e ligado à Anvisa, mostra que quase meio milhão de caixas dessas canetas foram vendidas no Brasil apenas em janeiro de 2026 —primeiro mês com dados disponíveis após a retomada da obrigatoriedade de envio das informações.

Segundo essa base, a maior parte das compras foi feita por mulheres, com idade média de 47 anos. O Mounjaro respondeu por 52,8% das vendas no período, seguido pelo Wegovy, com 24,8%.

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