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Saúde

Anvisa proíbe canetas emagrecedoras irregulares no Brasil

A agência determinou a apreensão de produtos sem registro, como Gluconex e Tirzedral, por falta de garantia de qualidade

Redação Jornal de Brasília

15/04/2026 16h12

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Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta terça-feira (14/4), a apreensão dos medicamentos Gluconex e Tirzedral, produzidos por empresa não identificada. A medida também proíbe a comercialização, a distribuição, a importação e o uso desses produtos.

Amplamente divulgados na internet e vendidos como medicamentos injetáveis de GLP-1, os produtos são conhecidos popularmente como canetas emagrecedoras, mas não possuem registro, notificação ou cadastro na Anvisa. Por se tratarem de itens irregulares e de origem desconhecida, não há qualquer garantia quanto ao seu conteúdo ou qualidade, e a agência alerta que eles não devem ser utilizados em nenhuma hipótese.

A decisão foi publicada na Resolução (RE) 1.519/2026, divulgada no Diário Oficial da União. Profissionais de saúde e pacientes que identificarem os produtos das marcas citadas podem entrar em contato com a Anvisa, pelos canais de atendimento, ou com a Vigilância Sanitária local, utilizando os contatos disponíveis no portal da agência.

Em contexto relacionado, na última segunda-feira (13), a Polícia Civil do Rio de Janeiro interceptou um ônibus procedente do Paraguai com contrabando de canetas emagrecedoras e anabolizantes, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. O veículo, monitorado por suspeita de transportar material ilegal, levava 42 passageiros, que foram conduzidos à Cidade da Polícia. Um casal, que embarcou em Foz do Iguaçu, no Paraná, foi preso em flagrante com grande quantidade de produtos de origem paraguaia, incluindo mil frascos de canetas emagrecedoras contendo a substância tirzepatida. As informações foram retiradas do Governo Federal.

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