A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o medicamento Leqembi para o tratamento de pacientes na fase inicial da doença de Alzheimer. A liberação foi publicada no Diário Oficial da União em 22 de outubro.
O Leqembi, produzido com o anticorpo monoclonal lecanemabe, é indicado para indivíduos que já apresentam demência leve causada pela doença. Ele atua reduzindo as placas beta-amiloides no cérebro, um acúmulo característico da patologia, ajudando a retardar o declínio cognitivo.
A eficácia do remédio foi avaliada em um estudo principal envolvendo 1.795 participantes com Alzheimer em estágio inicial e presença de placas beta-amiloides. Os pacientes receberam o medicamento ou placebo durante 18 meses. A principal medida de eficácia foi a mudança nos sintomas, avaliada pela escala CDR-SB, que mede a gravidade da demência e o impacto no cotidiano.
No subgrupo de 1.521 pessoas analisadas, aqueles tratados com Leqembi apresentaram um aumento menor na pontuação da escala em comparação aos que receberam placebo, confirmando o benefício clínico do tratamento.