A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou um informe de segurança para destacar os riscos associados ao uso indevido de preenchedores dérmicos, como hidroxiapatita de cálcio, ácido hialurônico, poli-L-ácido lático (PLLA) e preenchedores permanentes à base de polimetilmetacrilato (PMMA).
Esses produtos são classificados como dispositivos médicos de classe de risco III ou IV, de alto ou máximo risco, e só podem ser comercializados com registro na Anvisa. A aplicação em regiões anatômicas não indicadas ou em quantidades não previstas nas instruções de uso pode resultar em danos à saúde, com consequências clínicas incapacitantes ou de difícil manejo.
Entre os efeitos adversos graves relatados estão embolia pulmonar, deficiência visual temporária ou permanente por oclusão vascular, inflamação granulomatosa, elevação dos níveis de cálcio no sangue, cálculo renal e insuficiência renal que exige hemodiálise.
A Anvisa orienta a população e profissionais de saúde a verificarem as regiões e volumes permitidos nas instruções de uso antes de qualquer procedimento. Recomenda-se buscar orientação de profissionais qualificados e, em caso de complicações, procurar assistência médica imediata.
É essencial confirmar a regularidade do produto, do serviço e da qualificação do profissional. Mais informações estão disponíveis no Portal da Anvisa.
Para os profissionais, a agência enfatiza a necessidade de avaliar o paciente, traçar o plano de tratamento conjuntamente, informar sobre riscos imediatos, precoces e tardios, entregar o cartão de rastreabilidade do produto ao paciente e manter cópia no prontuário.
Suspeitas de eventos adversos devem ser reportadas à Anvisa. Produtos irregulares ou usos não autorizados podem ser denunciados pelo sistema Fala.BR da Ouvidoria.
Nos últimos anos, a Anvisa tem emitido alertas sobre a segurança no uso de produtos injetáveis e serviços de estética. Em 2025, foi publicado um alerta específico sobre o uso off-label de preenchedores à base de PMMA, destacando as situações autorizadas para tratamento reparador. As informações foram retiradas do Governo Federal.