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Saúde

Alta de sarampo nas Américas acende alerta para o Brasil

Com o aumento de casos em países das Américas e a circulação de viajantes durante a Copa de 2026, a Secretaria de Saúde do DF reforça a vigilância e a vacinação contra a doença.

Redação Jornal de Brasília

25/06/2026 9h15

Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF

Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) recomendou atenção redobrada aos sintomas do sarampo e à manutenção da vacinação em dia, diante do aumento expressivo de casos nas Américas e da circulação de milhões de pessoas durante a Copa do Mundo de 2026. O alerta considera o risco de reintrodução da doença no Brasil, especialmente com registros elevados nos Estados Unidos, Canadá e México, países-sede do torneio.

Segundo o Ministério da Saúde, mais de 248 mil casos de sarampo foram confirmados no mundo em 2025. Entre os países que recebem a competição, o Canadá registrou 5.062 ocorrências no ano passado e já contabiliza 871 em 2026. No México, os registros saltaram de sete casos em 2024 para 6.152 em 2025, chegando a 9.207 neste ano. Já os Estados Unidos notificaram 2.144 ocorrências em 2025 e outras 1.738 em 2026.

A pediatra Marília Higino, da Gerência de Vigilância das Doenças Imunopreveníveis da SES-DF, afirmou que o cenário está relacionado à redução de pessoas vacinadas, o que aumenta o número de suscetíveis à infecção e favorece a circulação do vírus. Ela também destacou que os primeiros sinais podem ser confundidos com outras doenças respiratórias e que febre associada ao surgimento de manchas na pele deve servir de alerta para busca rápida por atendimento em uma UBS.

Desde 2024, o Brasil mantém o status de país livre da circulação do vírus do sarampo. No Distrito Federal, foram registradas 71 notificações de casos suspeitos em 2025, com apenas uma confirmação importada e sem transmissão secundária. Neste ano, foram notificadas 20 suspeitas, mas nenhuma ocorrência foi confirmada até o momento.

Os dados reforçam a importância da imunização. Em 2025, 94,7% dos casos confirmados no país ocorreram em pessoas sem histórico vacinal. De acordo com o calendário do Ministério da Saúde, pessoas de 1 a 29 anos e profissionais de saúde de qualquer idade devem receber duas doses da vacina tríplice viral. Adultos de 30 a 59 anos precisam de uma dose.

A vacina está disponível em mais de 170 unidades básicas de saúde do DF. Para receber a dose, basta apresentar um documento válido com foto e, se possível, a caderneta de vacinação. A SES-DF também informou que tem intensificado a capacitação dos profissionais da rede pública para identificar rapidamente casos suspeitos, fazer a notificação imediata e adotar medidas de resposta oportuna, especialmente após a Copa do Mundo.

A transmissão do sarampo ocorre pelo ar, por meio da tosse, espirro, fala ou respiração. Crianças menores de 5 anos, gestantes, pessoas imunocomprometidas, adultos acima de 20 anos, indivíduos desnutridos e moradores de locais com aglomeração estão entre os grupos mais suscetíveis às complicações. Não existe tratamento antiviral específico para a doença, e a terapia se concentra no alívio dos sintomas e no reforço ao sistema imunológico até a eliminação natural do vírus.

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