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Rafael Ramos vai depor no STJD por suposto caso de racismo contra Edenílson

Rafael Ramos, do Corinthians, estará no Tribunal de Justiça Desportiva onde dará depoimento do suposto caso de racismo contra Edenílson

O lateral-direito Rafael Ramos, do Corinthians, estará, nesta terça-feira, por volta das 12 horas, na sede da Federação Paulista de Futebol (FPF), no Tribunal de Justiça Desportiva, onde dará depoimento do suposto caso de racismo contra o meio-campista Edenílson, do Internacional, durante partida disputada no Beira-Rio, em Porto Alegre, em 14 de maio.

Durante o empate, por 1 a 1, entre Internacional e Corinthians, a partida ficou parada aos 30 minutos do segundo tempo após Edenilson reclamar que teria sido chamado de “macaco” por Rafael Ramos.

O jogador português negou a acusação de racismo e acabou sendo substituído para a entrada de Gustavo Mosquito.

Rafael Ramos chegou a ser preso em flagrante depois de ter sido acusado de racismo. O jogador foi autuado por injúria racial e detido no posto policial do estádio Beira-Rio.

Ele foi solto depois que o Corinthians pagou R$ 10 mil de fiança.

Nas redes sociais, Edenilson disse que “sabe o que ouviu” e que chegou a procurar Ramos para que ele “pedisse desculpas”.

“Afinal, todos erramos e temos o direito de admitir, no meu modo de ver as coisas. Mas o mesmo continuou a dizer que eu havia entendido errado. Eu não entendi errado, o procurei pelo respeito que tenho por alguns integrantes do Corinthians e para que ele pudesse ter uma chance de se redimir, pois independente da nossa cor o caráter falará mais alto. Enfim, peço desculpas por não estar preparado para reagir a algo desse tipo”, escreveu o atleta do Internacional nas redes sociais.

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Rafael Ramos disse que “foi apenas um mal entendido” e revelou ter conversado com Edenílson.

Segundo o lateral, o volante do Inter teria entendido errado a palavra que ele falou.

Quando Edenilson se manifestou, contudo, foi para confirmar sua versão do fato e para dizer que a denúncia estava mantida.

Rafael Ramos pode ser enquadrado no artigo 243-G do Código brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD): “Praticar ato discriminatório, desdenhoso ou ultrajante, relacionado a preconceito em razão de origem étnica, raça, sexo, cor, idade, condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência”.

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A punição pode ser de suspensão por até 360 dias e de multa de R$ 100 a R$ 100 mil.

Estadão Conteúdo








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