Francisco Dutra
Especial para o Jornal de Brasília
O PPL entrou em pé de guerra no Distrito Federal. Uma parcela da base da legenda se mobiliza contra os comandos regional e nacional do partido em favor da deputada distrital Telma Rufino, investigada por suspeita de corrupção na Operação Trick, deflagrada pela Polícia Civil.
Em função da gravidade do caso, a cúpula da legenda decidiu abrir um processo de expulsão da deputada. Correligionários locais, no entanto, são contra a decisão e planejam apresentar hoje um manifesto para barrar o julgamento.
Até noite de ontem, o documento era endossado por 9 dos 17 presidentes de zonais e 191 dos 270 delegados da legenda. Membro fundador e presidente da 6ª Zonal (Planaltina), Joaquim Fortunato, afirmou que o partido deve aguardar a decisão da Justiça quanto às investigações que envolvem o nome da deputada.
Para Fortunato, o manifesto surgiu pois ainda não há provas contundentes contra a deputada e o partido necessita ter um nome na Câmara Legislativa para ter representatividade política.
por cima do estatuto
“A Executiva distrital e a nacional descumpriram o estatuto do partido. Elas passaram por cima do estatuto”, criticou o presidente da 4ª Zonal (Santa Maria), Marlenor Alves. Segundo ele, a abertura do processo de expulsão deveria partir do diretório regional e não da executiva nacional.
Alves lembrou que a prestação de contas da deputada foi feita sem ressalvas antes da posse. Para o filiado, que também é membro fundador do partido no DF, a decisão da executiva nacional foi equivocada. “Faltou, no mínimo, diálogo”, reforçou.