Menu
Política & Poder

Zema cita El Salvador e defende endurecimento no combate ao crime no Brasil

El Salvador ganhou projeção internacional, em especial no debate sobre segurança pública, após o governo de Nayib Bukele implementar uma política de combate às gangues baseada em detenções em massa, endurecimento penal e expansão do sistema carcerário

Redação Jornal de Brasília

04/05/2026 7h46

Zema

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O pré-candidato a presidente da República Romeu Zema (Novo-MG) afirmou em entrevista que pretende adotar políticas mais rígidas de segurança pública caso seja eleito em 2026 e citou El Salvador como exemplo de modelo de combate à criminalidade.

“Estive em El Salvador e eles são um dos casos mais bem-sucedidos do que podemos fazer. Temos que encarecer o custo do crime e eu vou acabar com ele, custe o que custar”, afirmou em entrevista ao programa Canal Livre.

El Salvador ganhou projeção internacional, em especial no debate sobre segurança pública, após o governo de Nayib Bukele implementar uma política de combate às gangues baseada em detenções em massa, endurecimento penal e expansão do sistema carcerário. A estratégia contribuiu para uma forte redução dos índices de homicídio no país, mas também gerou críticas de organizações internacionais de direitos humanos, que apontam denúncias de prisões arbitrárias, restrições a garantias legais e violações de direitos civis.

Durante a entrevista, Zema defendeu a ampliação do sistema prisional brasileiro e afirmou que considera preferível o aumento do número de presos ao crescimento da criminalidade nas ruas. “Que tenham que fazer novos presídios se as que já temos ficarem lotadas. Prefiro bandido preso do que bandido na rua.”

O ex-governador mineiro também criticou decisões judiciais que, segundo ele, dificultariam a atuação das forças de segurança. Para Zema, o atual sistema penal brasileiro favoreceria a reincidência criminal e contribuiria para o fortalecimento de organizações criminosas.

“O que temos no Brasil é uma escola do crime, enquanto a polícia tiver que conviver com decisões judiciais favoráveis a criminosos. Temos que mudar essa legislação e a coordenação central, principalmente nas fronteiras”, afirmou.

Estadão Conteúdo

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado